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Quase 20 por cento dos produtos chineses verificados em inspeções de qualidade no primeiro semestre estavam abaixo dos padrões exigidos, disse na quarta-feira o governo do país, acuado por problemas envolvendo a exportação de produtos tóxicos ou potencialmente perigosos.

A Administração Geral da Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena disse em seu novo relatório que 80,9 por cento de 7.200 produtos examinados foram aprovados, e que a qualidade como um todo está melhorando.

Mas isso indica que 19,1 por cento dos produtos testados tinham toxinas ou aditivos em excesso, careciam de medidas de proteção ou tinham rótulos inadequados, de acordo com o relatório divulgado no site do governo (www.gov.cn).

Entre os pequenos fabricantes, a taxa de reprovação subia para 21,7 por cento. O relatório não abrangia exportações.

Pequim sofre críticas do Ocidente pela falta de controle de qualidade sobre as exportações de medicamentos, alimentos e brinquedos. O próprio governo chinês exigiu recentemente padrões mais rígidos para alimentos e medicamentos.

"Quando problemas sérios de qualidades forem encontrados, eles serão estritamente punidos segundo a lei, para que a qualidade do produto seja protegida desde a fonte", afirmou o relatório oficial.

Entre os produtos reprovados estão gelatinas, refrigerantes, sucos, frutas enlatadas, bebedouros e peixe seco. Muitos alimentos continuam bactérias e aditivos acima do tolerável. Fertilizantes, pesticidas e outros produtos agrícolas também tiveram uma taxa geral de reprovação de 19,5 por cento.

Os produtos chineses começaram a atrair atenção negativa desde que substâncias químicas que não constavam nos rótulos foram achadas num lote de xarope no Panamá e em alimentos para animais domésticos nos EUA.

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