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Rio – A VarigLog injetou ontem US$ 75 milhões na Aéreo Transportes Aéreos S/A, criada para comprar a Varig. A colocação direta de dinheiro na empresa foi a forma encontrada para fugir de eventuais entraves burocráticos que atrasassem o aporte dos recursos à Varig. Por isso, a Justiça concordou em substituir o depósito judicial, previsto no leilão, pelo investimento direto. Esta foi a primeira parcela do investimento total de US$ 505 milhões, com desembolso previsto ao longo dos próximos 10 anos.

A primeira semana pós-leilão começou tumultuada no atendimento aos passageiros. Nos aeroportos, ainda é grande o transtorno provocado pelos adiamentos e cancelamentos de vôos. E, embora a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tenha determinado a retomada das rotas canceladas, a Varig declarou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, não ter condições de informar quantos vôos de fato está operando. Na quinta-feira, algumas horas depois de arrematar a Varig, a VarigLog divulgou a suspensão temporária de todas as rotas domésticas e internacionais, mantendo apenas a Ponte Aérea Rio-São Paulo. Até então, eram 25 rotas (11 nacionais e 14 externas).

Do total que a VarigLog colocou à disposição ontem, US$ 39 milhões foram depositados na sexta-feira passada. Segundo uma fonte da ex-subsidiária, esse dinheiro foi usado para pagar a câmara de compensação da Associação Internacional de Transporte Aéreo, para permitir que outras companhias transportem passageiros da Varig. Também foram pagas taxas aeroportuárias da Infraero e aluguéis devidos a arrendadoras de aviões, entre outras despesas.

A expectativa é de que a VarigLog anuncie esta semana a nova diretoria da Varig, que manterá a marca, mas irá mudar a razão social para Varig Linhas Aéreas, em vez de Viação Aérea Riograndense. A ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Maria Silvia Bastos Marques, não nega nem confirma o convite que recebeu na semana passada, conforme relatou uma fonte da VarigLog. A executiva diz apenas que presidir a Varig a "atrai com certeza. É um desafio maravilhoso".

Num encontro casual, Maria Silvia respondeu rapidamente algumas perguntas enquanto caminhava para pegar um táxi, no centro do Rio. Quando questionada se havia sido convidada para o cargo na semana passada, ela comentou que ainda não poderia dizer nada, mas devolveu a pergunta. "Estou fazendo uma enquete. O que você acha?" A executiva ainda afirmou: "Sou corajosa, mas não aventureira. Acho este um caso fascinante".

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