O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega| Foto: REUTERS/Ueslei Marcelio

Faz tempo

O último ministro da Fazenda ligado ao setor privado foi Dilson Funaro. Dono da fábrica de brinquedos Trol, ele comandou a pasta entre 1985 e 1987, no governo Sarney. Desde a redemocratização, a pasta tem sido conduzida principalmente por acadêmicos e políticos. Embora fosse visto como alguém ligado aos bancos, Pedro Malan (1995-2003) era servidor público.

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Nelson Barbosa:Trabalhou no governo de 2003 a 2013, sempre assessorando Guido Mantega, primeiro no Ministério do Planejamento e, depois, na Fazenda, onde assumiu a secretaria executiva em 2011. Deixou o cargo supostamente por não concordar com os rumos da política fiscal
Luiz Carlos Trabuco Cappi:Sociólogo, é presidente do Bradesco, onde trabalha desde os 18 anos. Estaria entre os favoritos de Lula e tem a simpatia da presidente Dilma, mas é uma nomeação delicada do ponto de vista político – na campanha, a presidente atacou Marina Silva por sua proximidade com os bancos
Henrique Meirelles:Presidente do Banco Central no governo Lula e conhecido por não temer elevar os juros para combater a inflação, é outra opção para agradar o mercado financeiro logo de saída. Assim como Trabuco e Barbosa, teria sido indicado por Lula. No entanto, não é bem quisto por boa parte do PT
Aloizio Mercadante:Um dos fundadores do PT, é ex-ministro da Educação e o atual chefe de Casa Civil. É muito identificado com as atuais políticas econômicas do governo e, dentre os mais cotados para a Fazenda, é o que conta com menor simpatia no mercado financeiro
Otaviano Canuto:Assim como Mercadante, é oriundo da Unicamp, escola de economistas de linha desenvolvimentista, mas não é visto como heterodoxo. Foi secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda no primeiro mandato de Lula e hoje é consultor sênior do Banco Mundial para os Brics
Rossano Maranhão:Foi funcionário de carreira do Banco do Brasil, que presidiu de 2004 a 2006, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje é presidente do Banco Safra. Ou seja, é conhecido do governo e tem trânsito no setor financeiro privado
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A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) anunciou que vai promover mudanças na economia para o seu próximo mandato. O mercado ainda está na expectativa sobre que alterações vão ocorrer, mas já é certo que um novo nome para o Ministério da Fazenda será indicado. O ex-ministro Guido Mantega saiu do governo ainda durante a campanha eleitoral e, por enquanto, a indicação do substituto está em suspense.

Na hipótese de que a presidente Dilma Rousseff queira mesmo alterar o rumo da política econômica, é consenso que o novo ministro precisa de autonomia, o que poucos viam em Guido Mantega. Por isso, quanto mais alinhado a presidente for o escolhido, mais difícil será resgatar a credibilidade.

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Entre os mais cotados pelo mercado para assumir a vaga estão nomes como o do ex-assessor de Mantega Nelson Barbosa; o do sociólogo Luiz Carlos Trabuco Cappi; do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles; e um dos fundadores do PT, Aloizio Mercadante. Também figuram entre os favoritos o economista Otaviano Canuto e o funcionário de carreira do Banco do Brasil Rossano Maranhão. Veja abaixo o perfil de cada um deles.

Veja os seis mais cotados para o Ministério da Fazenda