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Negócios

WhatsApp lança recursos pagos e avisa que terá anúncios nos “Stories” em 2019

O aplicativo cobrará por mensagem enviada 24 horas após o último contato do usuário; anúncios nos Stories chegam em 2019

  • Rodrigo Ghedin
WhatsApp terá anúncios a partir de 2019. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
WhatsApp terá anúncios a partir de 2019. Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
 
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Após muita expectativa, o Facebook divulgou nesta quarta-feira (1) seus planos para rentabilizar o WhatsApp, plataforma de bate-papo usada por mais de 1,5 bilhão de pessoas. Além de ferramentas para facilitar o encontro e a comunicação entre empresas e consumidores, a empresa expandiu a integração do aplicativo com a rede social Facebook e avisou que veiculará anúncios no Status, o clone do Snapchat embutido no WhatsApp, a partir de 2019.

A base dessa nova fase do WhatsApp é a chamada “API de Negócios”, um conjunto de códigos que permite às empresas automatizar ações dentro da plataforma. “A API de negócios ajuda os negócios a gerenciarem suas comunicações com clientes existentes e potenciais em larga escala”, diz o Facebook em seu blog para negócios.

Além de enviar respostas a conversas iniciadas pelos consumidores, a API de negócios permite também o envio de “notificações personalizadas”, com informações relevantes e não promocionais. Como exemplos, o Facebook aponta o envio de confirmações de envio de produtos, lembretes de agendamentos e ingressos para eventos. Pelo envio dessas mensagens, o Facebook cobrará “uma taxa fixa para entregas confirmadas”.

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Quando alguém envia uma mensagem á empresa, a API pode ser usada para responder perguntas ou enviar comentários gratuitamente dentro de um intervalo de 24 horas. Apenas depois disso elas passam a ser cobradas.

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Detalhes da API de Negócios.WhatsApp/Reprodução

O Facebook diz que a API de negócios foi testada “por meses” com mais de 90 grandes empresas, incluindo as brasileiras B2W e iFood, e gigantes globais como a Uber e o e-commerce Wish.

Ao blog norte-americano TechCrunch, o WhatsApp informou que planeja incluir anúncios no Status, o clone do Snapchat embutido no WhatsApp que já é usado por 450 milhões de usuários — uma base de usuários maior que a do Instagram Stories. “No momento, o WhatsApp não exibe anúncios no Status, embora esse seja um objetivo futuro para nós, começando em 2019. Estamos indo devagar e com cuidado, e daremos mais detalhes antes de colocar qualquer anúncio no Status”, diz a nota enviada ao blog.

Fechando o rol de anúncios de hoje, a rede social Facebook agora permite a publicação de anúncios com botões que iniciam conversas diretamente no WhatsApp. Os anúncios poderão ser gerenciados pelo Gerenciador de Anúncios do Facebook, que já concentra iniciativas de publicidade na rede social e no Instagram.

O WhatsApp Business, aplicativo para Android que facilita o contato entre pequenos negócios e consumidores, tudo de maneira manual, continuará funcionando da mesma forma.

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Facebook em busca de receita

O anúncio vem na semana seguinte à que o Facebook anunciou seus últimos resultados financeiros. Apesar de a receita ainda estar crescendo em ritmo acelerado (42% em relação ao mesmo período do ano passado, ou US$ 13,2 bilhões), a perspectiva do encarecimento dos custos, redução das margens de lucro e diminuição do número de novos usuários afugentou os investidores. O Facebook perdeu US$ 119 bilhões, a maior queda diária de uma empresa de capital aberto da história. 

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Nesse cenário, abrir novas fontes de receita passa a ter um peso maior ao Facebook e se soma à pressão que a empresa enfrenta desde a aquisição do WhatsApp em 2014, por US$ 16 bilhões. Na ocasião, o blog oficial do WhatsApp reforçou a promessa dos fundadores do WhatsApp, Brian Acton e Jan Koum, de que o app jamais teria publicidade.

Há alguns meses, Acton e Koum deixaram o Facebook. Acton, que expressou apoio à campanha #DeleteFacebook após sua saída, investiu US$ 50 milhões no aplicativo Signal, que concorre com o WhatsApp e promete privacidade total aos usuários. Já Koum, que tinha um assento no conselho do Facebook, saiu depois e, segundo reportagem do Washington Posto rompimento não foi amigável. A saída teria sido motivada por divergências entre Koum e o Facebook acerca das iniciativas para gerar receita no WhatsApp.

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