Bicicletas à disposição dos paulistas.| Foto: Yellow/Instagram

A Yellow, startup brasileira especializada no aluguel de bicicletas e patinetes elétricos, fechou uma rodada de investimento série A no valor de US$ 63 milhões. É a maior do tipo já recebida por uma startup latino americana. As informações são do TechCrunch .

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O investimento foi liderado pela GGV Capital, empresa do Vale do Silício que tem financiado diversas startups de mobilidade — Lime, Grab, Hellobike e Didi Chuxing.

Com o novo capital, a Yellow pretende expandir significativamente a operação. Em entrevista ao TechCrunch, um dos três fundadores da startup e CEO dela, Eduardo Musa, disse que pretende levar o serviço a outros países da América Latina, como México, Colômbia, Chile e Argentina, adicionar bicicletas elétricas às opções oferecidas pela Yellow e construir uma fábrica de patinetes na região de São Paulo.

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De acordo com o executivo, a verticalização da operação é algo desejado desde o início da Yellow. Ao produzir os próprios patinetes mais próximos das cidades onde a startup opera, Musa espera reduzir custos, elevar a qualidade e otimizar a operação.

Muitas startups do segmento, incluindo as badaladas Bird e Lime, ambas norte-americanas, confiam em fornecedores chineses para seus patinetes elétricos. Musa disse ao TechCrunch que, mesmo a China não consegue atender a demanda criada pelas startups de compartilhamento de patinetes elétricos. “Isso se tornou, muito rapidamente, um grande gargalo para esta indústria”, comentou.

A Yellow foi fundada por Ariel Lambrecht e Renato Freitas, ambos ex-99 (startup de corridas compartilhadas vendida à chinesa Didi no começo de 2018), e Eduardo Musa, ex-presidente da fabricante de bicicletas Caloi. Em junho, a Yellow lançou sua primeira operação, em São Paulo, com o objetivo de colocar 20 mil bicicletas à disposição dos usuários. Em paralelo, a startup está testando o aluguel de patinetes elétricos também na capital paulista.

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