| Foto: /Divulgação

Incentivar o hábito da leitura é um dos maiores “presentes” que se pode dar para uma criança. Ao entrar em contato com as histórias, ilustrações e personagens, os pequenos desenvolvem a imaginação e, mais do que isso, exercitam a capacidade de compreender o que estão lendo, de dar sentido aos textos e relacioná-los ao seu cotidiano.

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Veja sugestões de obras literárias para crianças

Para quem deseja aproveitar o Dia das Crianças para estimular esta prática, a primeira dica é investir em edições que, além da história, tragam ilustrações e projetos gráficos bem desenvolvidos. “O livro tem que chamar a atenção. A criança precisa se sentir atraída por ele”, explica Elisa Maria Dalla-Bona, professora de letramento literário e literatura infantil da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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Ela acrescenta que, sempre que possível, o ideal é levar a criança à livraria e explorar com ela as prateleiras, abrindo os livros e deixando que escolha o título que mais lhe agrada. Se isto não for possível, a sugestão é optar por um livro infantil que dê prazer à criança.

“Evite comprar livros que tenham por objetivo ensinar as crianças a fazerem algo, como escovar os dentes, pois elas não os lerão. Vá em busca de histórias atraentes, engraçadas, com personagens instigantes e aventura. Este é um ótimo caminho”, sugere Elisa.

Investir em textos clássicos, como “O Pequeno Príncipe” e “Alice no País das Maravilhas”, sem deixar de lado os autores nacionais, como Lygia Bojunga e Sylvia Orthof, são outras dicas.

>>> Confira alguns títulos sugeridos pela professora:

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Reinações de Narizinho

Clássico da literatura infantil brasileira, o livro reúne várias histórias escritas por Monteiro Lobato na década de 1920 e apresenta as aventuras que acontecem no Sítio do Picapau Amarelo e seus famosos personagens. “Antes do Monteiro Lobato, a literatura infantil se resumia às cartilhas voltadas a ensinar coisas para as crianças. Ele é o primeiro autor a brincar com histórias instigantes, divertidas e cheias de aventura”, explica a professora Elisa. As histórias ainda contam com a participação de personagens de outros clássicos infantis e do folclore brasileiro, como Pinóquio, Cinderela, Saci-Pererê e Cuca.

Diário de um Banana

Sucesso entre as crianças, a série de livros escrita pelo americano Jeff Kinney retrata os conflitos e desafios vividos pelo personagem Greg Heffley em uma história em quadrinhos. Com 11 anos, Greg é um pré-adolescente que cursa o ensino fundamental, fato que contribui para a identificação dos pequenos com as histórias bem-humoradas relatadas pelo personagem em seu diário. A coleção é composta por dez títulos no formato diário, além de um livro de atividades e de outro que retrata os bastidores da adaptação da obra para o cinema (com edição esgotada). “Os livros são irreverentes, críticos, divertidos e muito atraentes”, resume a professora.

Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento

O livro, da autora Marina Colasanti, reúne treze contos que têm em comum o universo dos contos de fada. Os textos tratam de temas diversos, como o amor, a justiça, a liberdade e a busca pela própria identidade, e dialogam com as ilustrações em preto e branco, também assinadas pela autora. Segundo a professora Elisa, ao mesmo tempo em que têm muita magia e fantasia, os contos apresentam um conteúdo denso, que faz o leitor mirim pensar sobre questões do cotidiano.

Visita à baleia

Escrita por Paulo Venturelli, que é professor da UFPR, a obra traz a história de um garoto que, convidado pelo pai e na companhia dele e do irmão, sai de casa para ver uma baleia que estava no centro da cidade (localizada no interior e longe do mar). Ilustrado por Nelson Cruz, o livro tem boa dose de humor e explora a imaginação do seu protagonista durante o caminho que percorre até o encontro com o animal marinho. A obra foi vencedora da edição 2013 do prêmio concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil nas categorias O Melhor Livro para a Criança e A Melhor Ilustração.

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A pequena vendedora de fósforos

Escrito pelo autor dinamarquês Hans Christian Andersen, o conto apresenta a história de uma menina cuja família era muito pobre e que, por isso, vendia fósforos para sobreviver. A história se passa em uma fria noite de Natal e trata de esperança e sonhos. Andersen também é autor de diversas outras obras, como “O Patinho Feio”, “A Pequena Sereia” e “O Soldadinho de Chumbo”. “O que diferencia as histórias de Andersen das demais é que elas têm uma problemática muito triste, atual e provocativa, que arranca o leitor do lugar comum”, explica a professora.