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Metáfora

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A mais conhecida das figuras de linguagem, é definida como sendo uma comparação mental originada a partir de uma semelhança entre dois objetos ou fatos. É uma metáfora dizer que uma pintura é um arco-íris de cores, que os olhos são dois diamantes ou dois oceanos.

Metonímia

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Uma pessoa sem teto não é alguém que não tem apenas um teto, mas também que não tem paredes, portas, janelas... Nesse contexto, teto está no lugar de casa. A substituição trata-se de uma metonímia, que é quando se troca uma palavra ou expressão por outra relacionada. Seguindo essa lógica, há metonímias empregadas em diferentes contextos: para substituir o autor pela obra (leia Eça de Queiroz), o objeto que contém pelo seu conteúdo (o mundo chorou a morte), o lugar pelos habitantes ou produtos, o abstrato pelo concreto, a parte pelo todo (ela completou 20 primaveras).

Onomatopeia

Vocábulo que tenta traduzir em palavras um ruído da linguagem oral. Em geral, é composto por monossílabos e é comum em histórias em quadrinhos ou diálogos para, por exemplo, dar ênfase ao latido do cachorro (au, au), a uma interjeição de espanto (ah!) ou de dor (ai).

Pleonasmo

Nome dado à redundância, o pleonasmo pode ser intencional – se o autor do texto quer enfatizar uma palavra ou vicioso – quando uma ideia é dita duas vezes sem que haja necessidade: amanheceu o dia, almirante da marinha, monocultura de uma planta, descer para baixo.

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Hipérbole

É quando há um exagero de uma expressão linguística para engrandecer uma ideia ou dar expressividade. É muito comum principalmente na linguagem oral. Exemplos: morrer de sede ou de fome, chorar litros de lágrimas.

Cacofonia

É quando palavras em uma frase dão um efeito sonoro desagradável, até mesmo produzindo novas expressões com significados distintos. É mais frequente na união de vocábulos de um mesmo grupo ou com sílabas iguais, como em uma mão, uma manga. O poeta português Luís de Camões começa um de seus sonetos mais conhecidos com o verso cacofônico: "Alma minha gentil, que te partiste".

Eufemismo

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Uma das figuras de linguagem mais comuns, é um modo de amenizar algo que se julga desagradável ou grosseiro. Substitui-se morrer por dormir o último sono, colocar o paletó de madeira, entregar a alma a Deus. De alguém que mentiu, diz-se que a pessoa faltou com a verdade.

Polissíndeto

São ordenações de ideias coordenadas entre si por conjunções como "e", "ou", "mas". Alguns escritores ficaram conhecidos por usarem essa figura de linguagem. Machado de Assis é um deles. A frase "e zumbia, e voava, e voava, e zumbia", do poema A mosca azul, é um exemplo de polissíndeto.

Fontes: Dicionário de Linguística, de Jean Dubois; Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, de Domingos Paschoal Cegalla; Dicionário de Linguística e Gramática, de J. Mattoso Camara Júnior.