Chega nesta sexta-feira (8) às livrarias a nova edição do Míni Houaiss, o primeiro dicionário no Brasil atualizado segundo as normas do acordo ortográfico da língua portuguesa, ratificado em 2007 pelo Brasil e aprovado este ano por Portugal. O dicionário tem 30 mil palavras e locuções, e o trabalho de adaptação levou sete meses, feito por uma equipe de cinco lexicógrafos.
"Como se sabe, os dicionários têm de sair à frente com as soluções para as dúvidas dos que terão de redigir pelo novo código ortográfico", diz Mauro Villar, diretor do Instituo Antônio Houaiss.
O próprio Houaiss, morto em 1999, foi um importante defensor da união ortográfica dos países de língua portuguesa. O acordo aprovado não foi aquele idealizado pelo filólogo, mas o "resultante das várias opiniões de quem fez parte do grupo de ortógrafos do projeto", observa Mauro. Especialistas consideram as mudanças superficiais.
"Num percentual alto, não há problema em seguir o que estabelece o Acordo. Há áreas, porém, em que é necessária uma interpretação, e outras em que se tem de entender o que ficou dito pelo que lhe é afim. É o que vimos fazendo, levando em conta opiniões filológicas também de especialistas em Portugal, uma vez que o Dicionário Houaiss tem uma edição portuguesa e um grupo lexicográfico que trabalha lá", conta Villar.
A edição atualizada do Grande Houaiss terminará em março de 2009, com base num "trabalho gigantesco", diz Villar - o dicionário tem mais de nove milhões de caracteres impressos. Este ano, o Ministério da Educação determinou que os livros didáticos estejam adaptados em 2010, e Portugal tem mais seis anos para fazer as mudanças.
Com STF politizado, fugas de réus da direita se tornam mais frequentes
Estatais batem recorde na Lei Rouanet enquanto contas públicas fecham no vermelho
Trump analisa novas ações militares contra o Irã enquanto protestos se intensificam
Trump sugere que Cuba faça acordo com EUA “antes que seja tarde demais”