A distribuição desigual de renda interfere tanto na aprendizagem dos estudantes quanto os valores por aluno investidos em educação. A afirmação foi feita por Martin Carnoy, professor da Universidade de Stanford (Estados Unidos), um dos convidados que vieram ao Brasil especialmente para o Sala Mundo 2011. Durante sua palestra, na manhã de ontem, o doutor em economia falou sobre as lições internacionais em educação e os recentes avanços obtidos pelo Brasil no setor. O professor ressaltou que as crianças mais pobres convivem com menos experiências de aprendizagem fora da escola, o que prejudica o desempenho dentro da instituição de ensino.
Para Carnoy, países como Brasil e México começaram a investir muito tarde em educação, o que também explica a distância que ainda apresentam em relação aos países desenvolvidos. Segundo o doutor, 80% da população em idade primária (ensino fundamental) dos Estados Unidos já frequentava a escola em 1910. Outros países, como o Japão, também investiram cedo nessa etapa de ensino, enquanto no Brasil a universalização do fundamental ocorreu muito mais tarde, apenas na década de 90.
Além de Carnoy, esteve no evento Paulo Blikstein, professor da Escola de Educação e da Escola de Engenharia da Universidade de Stanford, onde dirige um dos principais laboratórios de tecnologia educacional dos EUA. A pesquisa de Blikstein foca em trazer tecnologias de ponta para uso em escolas, tais como modelagem computacional, robótica e prototipagem rápida, reformulando completamente a forma de ensino de ciências e matemática. Confira abaixo a entrevista com o pesquisador:







