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Polícia vai ouvir professor que deu aula sobre sexo oral e anal para crianças do 6° ano
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A polícia civil do Distrito Federal promete tratar como prioridade a ocorrência registrada por pais de alunos e pelo diretor do Centro de Ensino Fundamental 104, da Asa Norte de Brasília, contra o professor de português do 6° ano que abordou temática sexual não prevista no currículo, expondo os alunos a conteúdo inadequado para a faixa etária. O caso foi registrado na 2ª DP na última quarta-feira (13). O delegado Laércio Rosseto confirmou que vai ouvir o professor e também alunos, assim que terminar a fase de coleta de provas contra o educador.

Alguns alunos gravaram áudios durante a aula em que o professor pedia que repetissem palavras de conteúdo sexual. Eles também tiraram fotos do quadro onde o professor escreveu palavrões e expressões obscenas, muitas das quais as crianças sequer conheciam.

Quadro com lista de expressões de sexo oral e anal escritas pelo professor
Quadro com lista de expressões de sexo oral e anal escritas pelo professor| Foto: TV Globo/ Reprodução

Na ocorrência registrada na 2° DP o professor Wendel Santana, de 25 anos, é acusado de abordar temas como sexo oral e anal e pedir que os alunos escrevessem uma redação trabalhando as linguagens formal e informal expostas no quadro.

A Secretaria de Educação informou, em nota, que o contrato do professor, que é temporário, será rescindido e que os alunos receberão o devido apoio do Serviço de Orientação Educacional. Tentamos contato com a direção da CEF 104 para saber quando e como se dará esse atendimento, mas até o momento não obtivemos resposta.

Canal para denunciar professores

O caso do professor de português de Brasília foi citado pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, nesta terça-feira (19) ao anunciar que o governo federal vai lançar um canal de denúncias contra professores. A ministra lembrou que o Brasil é signatário do Pacto de São José da Costa Rica, que prevê que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família. "O que queremos é somente o cumprimento da lei", disse a ministra. Mais informações aqui.

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