
A equipe pedagógica da EM Professora Maria Neide Gabardo Betiatto, em Curitiba, participa do Ler e Pensar há alguns anos e utiliza o jornal em várias atividades, principalmente com os 4º e 5º anos, graças ao patrocínio do Instituto HSBC Solidariedade. Repleto de manifestações sociais, este ano também tem cenário político decisivo; assim, muito do que foi publicado no jornal se tornou conteúdo escolar de relevância, entre charges, textos de opinião e reportagens.
Por isso, as professoras Raquel Arnold e Debora Cristina Oliveira viram que era o momento de investir em cidadania. Tudo começou com discussões sobre como efetivar o exercício de cidadão, por meio de escolhas conscientes em situações cotidianas, além de trocas de ideias constantes sobre política. "Os estudantes desenvolveram um olhar muito mais crítico, considerando quais são boas atitudes a serem tomadas e a importância de fazer um voto consciente, levando inclusive suas opiniões a seus familiares", afirma Raquel. A professora conta que as atividades envolveram a interpretação e produção de tirinhas, ilustrações e charges. Aqui, conhecimento, conteúdo escolar, criticidade e protagonismo foram destaques. Uma exposição dos trabalhos foi realizada com a criação do jornal mural Gazeta da Criança. Nele, tudo o que é produzido pelos alunos é publicado: relatos, charges, notícias, entrevistas, opiniões um verdadeiro exemplo de expressão e cidadania.
Voto consciente
Camilly Eduardo de Oliveira dos Santos, do 5º ano, acredita que "muitos políticos são mentirosos e enganam as pessoas, e isso é muito errado. As pessoas deveriam votar com consciência e não vender seu voto."
Democracia
Para a elaboração do jornal mural escolar Gazeta da Criança, a primeira atividade foi a escolha do nome do jornal. Todos foram convidados a participar desse processo: votaram alunos, professores e funcionários da escola. Um gráfico foi elaborado com os resultados e só então o jornal foi publicado.
Família que lê unida
Também foi confeccionado o "Caderno viajante", com capa e sacola personalizada pela professora. Assim, os estudantes levam diariamente o impresso para casa, onde leem e discutem com familiares sobre uma reportagem, notícia, imagem, e então registram sua opinião. Raquel conta que a realidade em que a escola se encontra compreende famílias desestruturadas e que, por isso, ficou emocionada ao ver que a atividade aproximou efetivamente pais e filhos.







