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Os cabelos formam um coque, os óculos estão sempre no rosto e a rotina de trabalho, em total silêncio, é emoldurada por livros mofados e fichas de papel. A figura clássica da bibliotecária, que ainda tem lugar cativo no imaginário popular, está cada vez mais distante da realidade. Arrisca qual é a senhora responsável por essas e outras mudanças nas profissões do passado? Dona tecnologia.

Há quem não perceba o tamanho de tal revolução. A bibliotecária Bianca de Azevedo Nunes, formada há cinco anos pela Universidade Federal Fluminense (UFF), reconhece que muitos acham que o profissional da área vive rodeado de livros e pedindo silêncio às pessoas.

- A rotina do bibliotecário pode ser tão agitada quanto a de um médico. Hoje, não nos limitamos a trabalhar em bibliotecas. Podemos estar em qualquer lugar onde haja informação. A tecnologia mudou nosso trabalho e permite organizar mais rapidamente acervos físicos e eletrônicos - explica Bianca, que já trabalhou nos setores marítimo, de seguros, de telecomunicações e de comunicações, demonstrando a diversidade que os novos tempos trouxeram à profissão.

A evolução tecnológica aumentou o volume de informação nas empresas, abrindo espaço para profissionais especializados na organização de dados. Cursos como história e estatística, por exemplo, já exigem dos estudantes um investimento constante em noções de informática e atualização tecnológica.

Priscila Aquino, aluna do mestrado em história da UFF, explica que a tecnologia ajudou a democratizar o acesso às fontes de pesquisa, principalmente pela digitalização de documentos:

- Isso significa que, para estudar as fontes, o estudante de uma cidade do interior não depende mais de bibliotecas atualizadas, que só existem nos grandes centros, pois pode consultá-las pela internet.

A mestranda em estatística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Carolina Ornelas conta que, nos últimos anos, aumentou o número de softwares específicos para a área, assim como a eficiência dos que já existiam, liberando os estatísticos das típicas demoras de antigamente.

- Há alguns anos, qualquer problema que quiséssemos resolver deveria ser programado e a solução levava alguns dias para rodar o programa por completo. Com o desenvolvimento dos softwares, cresceu também o número de pacotes prontos para resolver problemas que antes eram muito complexos - diz.

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