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Trabalho busca beneficiar cooperados da Coopercanção | Ivan Amorin / Gazeta do Povo
Trabalho busca beneficiar cooperados da Coopercanção| Foto: Ivan Amorin / Gazeta do Povo

Capacitação Projeto esbarra em falta de apoio financeiro

Além de ajudar na coleta e na divulgação das atividades da cooperativa, uma nova etapa do projeto da Unifamma busca capacitar os cooperados da Coopercanção no trabalho com a sucata eletrônica. A ideia é envolver alunos e professores da faculdade para auxiliar em questões relacionadas com contabilidade, logística, marketing, administração, direito. "Vamos fazer um diagnóstico da cooperativa e contribuir para a melhoria das condições de trabalho e vida dos cooperados. É uma relação de troca em que todo mundo ganha", explica a professora Juliane Kerkhoff.

Finalista

O projeto Preservar foi finalista do Prêmio Universidade Solidária deste ano. No entanto, a continuidade do trabalho esbarrou na falta de recursos. Juliane acredita que com cerca de R$ 50 mil conseguiria conduzir o projeto por um ano, contando com bolsas para professores e alunos e material didático e equipamentos para a cooperativa.

Para conseguir a verba, ela tem inscrito o projeto em outros prêmios e busca financiamento e apoio de órgãos públicos. Enquanto a ajuda financeira não vem, ela pretende começar o trabalho com cerca de 30 voluntários. "Será um plano de atividades mais simples. O pessoal de Educação Física poderia fazer ginástica laboral e a turma de Psicologia prestar atendimento", explica a professora.

A coleta de lixo reciclável em Maringá, no Norte do Paraná, deixou de ser algo quase que restrito às cooperativas de catadores para ganhar o ambiente acadêmico. Um projeto desenvolvido na Faculdade Metropolitana de Maringá (Unifamma), o Presevar, dá apoio à implantação da Central de Sucata Eletrônica do município.

A professora Juliane Kerkhoff, do curso de Direito, idealizou o projeto depois de conhecer a Coopercanção, em 2008, época em que o órgão trabalhava com resíduos convencionais, como papelão e plástico. "Diante das dificuldades que eles enfrentavam, o município propôs que o grupo trabalhasse com sucata eletrônica, o que acabou ocorrendo em julho deste ano", lembra Juliane.

Para marcar o Dia da Responsabilidade Social, em setembro, Juliane decidiu que a comunidade acadêmica poderia colaborar com a coleta e a doação desse tipo de material. Assim, foram instalados na faculdade dois pontos de entrega de aparelhos que não eram mais usados, como os antigos e grandes monitores de computador. Em cinco dias, a Unifamma arrecadou pouco mais de uma tonelada de equipamentos para a reciclagem.

Expansão

Outras empresas também fizeram ações semelhantes e o exemplo se espalhou pela cidade. Atualmente, a Coopercanção conta com 12 pontos fixos de entrega de materiais. Para a presidente da cooperativa, Adélia Xavier Costa, o apoio da sociedade civil e do poder público fizeram a diferença no aumento da renda dos 20 cooperados. "O material que a gente usava antes era mais trabalhoso e dava menos lucro. Agora, ganhamos mais", comemora.

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