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O Ministério da Educação (MEC) e professores de universidades federais mais uma vez não chegaram a um acordo para o término da greve da categoria, que já dura mais de dois meses. A presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marina Barbosa, afirmou que a reunião desta sexta-feira não gerou avanços em relação à proposta apresentada no encontro anterior.

"O que ocorreu hoje (sexta), para nós, foi uma profunda decepção. O que o governo fez foi nos entregar formalmente um documento, em que ele reproduz e ratifica exatamente a mesma proposta entregue nas duas últimas rodadas de negociação, que já foram rejeitadas por unanimidade pela categoria", contou Marina.

O secretário-executivo-adjunto do Ministério da Educação, Ronaldo Teixeira, afirmou que o governo acrescentou ao documento anterior a proposta de criação de um grupo de trabalho para definir um novo plano de carreira para os professores. "Houve uma novidade significativa que é a formação de um grupo de trabalho para discutir uma carreira comum entre professores de primeiro, segundo e terceiro graus", explicou Teixeira.

Na proposta do governo, já estão assegurados R$ 500 milhões para aumento salarial. O vice-presidente do Andes, Paulo Rizzo, explicou, porém, que o montante ainda é insuficiente e não acabará com a necessidade de complementação do salário base dos professores, que, segundo ele, varia entre R$ 900 e R$ 5 milhões (acrescidos de gratificações). De acordo com o Andes, quase 70% dos professores de 40 universidades federais do país estão paralisados.

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