Entre 1992 e 2009, a taxa de estudantes de 15 a 17 anos que frequentavam a escola teve aumento de 60% para 85%. Em 2009, porém, pouco mais da metade destes estudantes (50,9%) estavam cursando o ensino médio, nível adequado para a faixa etária.

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As informações são da pesquisa IDS 2012 (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) divulgada nesta segunda-feira (18( pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa registrou diminuição da população de 25 a 64 anos com menos de oito anos de estudo (ensino fundamental incompleto), que caiu 24,1 pontos percentuais: 68,8% em 1992 para 44,7% em 2009. Este ainda é o grupo predominante, uma vez que 24,8% das pessoas nessa faixa etária tinham 11 anos de estudo (ensino médio completo) e 16,4%, 12 anos ou mais de estudo (superior, completo ou não).

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O mesmo período registrou aumento na taxa de alfabetização, passando de 82,8% para 90,3%. Isto significa que, em 2009, os analfabetos totalizavam 9,7% da população de 15 anos ou mais, aproximadamente, 14,1 milhões de pessoas. Cor

As desigualdades por cor ou raça também diminuíram no período. Em 1992, a taxa de frequência escolar dos brancos (64,8%) era 13,4 pontos percentuais superior à dos pretos (51,4%) e 10 pontos percentuais acima da dos pardos (54,8%).

Em 2009, as taxas dos pretos (84,7%) e pardos (83,8%) foram inferiores às dos brancos (86,9%) em 2,2 e 3,1 pontos percentuais, respectivamente. As taxas de frequência líquida apontaram desigualdades: enquanto os brancos alcançaram 60,3%, os pretos e os pardos registraram 43,5%, uma diferença de 16,8 pontos percentuais.

Os brancos de 15 anos ou mais de idade (94,1%) são mais alfabetizados do que os pretos (86,7%) e os pardos (86,6%), mas as diferenças vêm se reduzindo ao longo do tempo. Em 1992, a diferença era de 15 pontos percentuais e, em 2009, 7,4 pontos.