De quase todas as partes do País, um contingente de 172 mil inscritos realiza, desde as 13 horas deste domingo, 24, a prova da primeira fase do vestibular da Fuvest. A oportunidade para atingir nota classificatória para a segunda do exame, que selecionará os ocupantes das 11.057 vagas de cursos na Universidade de São Paulo (USP), vai até as 18 horas.

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Vale de tudo para tentar aliviar a tensão que toma conta dos candidatos antes de passarem pelos portões que levam às salas onde são realizadas as provas. Mas nem sempre as estratégias de última hora funcionam, principalmente nas cidades em que os candidatos, além da tensão, têm que enfrentar o trânsito que neste domingo deixou muita gente fora das salas de prova.

Em Santos, no litoral paulista, os cursinhos pré-vestibulares recorreram aos efeitos que a música exerce sobre o estado de espírito das pessoas para 'relaxar' os vestibulandos. Desde as 10 horas os cursinhos já estavam com suas barracas em frente ao campus da Vila Mathias da Universidade Paulista (Unip) à espera dos vestibulandos. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou o tráfego de veículos pela Av. Francisco Manoel para facilitar a circulação dos alunos.

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No município de Sorocaba, a 100 quilômetros da capital paulista, onde 4.387 candidatos realizam a prova, pelo menos duas pessoas chegaram depois do fechamento dos portões. O comerciante Antonio Neves de Campos, que vinha de Cerquilho com a filha Daiane, de 17 anos, não conseguiu chegar a tempo e, por três minutos, ela não pôde entrar no campus da Universidade de Sorocaba (Uniso), um dos dois locais de prova no município.

A candidata Tainá Antonio Vieira, de 17 anos, também encontrou os portões fechados. O pai dela explicou ter se perdido no trânsito de Sorocaba. "Faltam placas de indicação", disse.

Renan Feitosa, de 22 anos, preferiu não contar com a sorte e chegou ao Colégio Liceu Salesiano, em Campinas, com meia hora de antecedência em relação à abertura dos portões. Ele contou que como mora em Jaguariúna, município da região, preferiu se antecipar. Não foi, infelizmente, o que o que aconteceu com outra estudante que chegou três minutos após os portões terem sido fechados.