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Prefeito eleito

Covid-19, transporte e Plano Diretor: os desafios de Sebastião Melo em Porto Alegre

  • PorGustavo Ribeiro, especial para a Gazeta do Povo
  • 30/11/2020 18:06
Sebastião Melo (MDB) foi eleito prefeito de Porto Alegre.
Sebastião Melo (MDB) foi eleito prefeito de Porto Alegre com 54,63% dos votos válidos.| Foto: Divulgação

O deputado estadual Sebastião Melo (MDB) surpreendeu no primeiro turno ao receber mais votos do que Manuela D’Ávila (PCdoB) na eleição municipal de Porto Alegre. Na disputa decisiva, no domingo (29), novamente ficou à frente da adversária — ele teve 54,63% dos votos válidos contra 45,37%. Eleito prefeito, Melo agora terá novos desafios. E esses prometem ser mais complicados do que ter vencido o pleito.

Assim como em todas as capitais do país, o enfrentamento à Covid-19 é uma prioridade natural. Não só para garantir o aspecto da saúde, mas também recuperar a economia da cidade que foi impactada pela pandemia.

Nesse assunto, Sebastião Melo já avisou que não pretende restringir a circulação nem o funcionamento de estabelecimentos comerciais. Ele quer as pessoas na rua e o comércio a todo vapor.

“A questão da Covid-19 será um tema central na transição. A economia e a saúde têm que caminhar juntas. A cidade não aguenta mais esse abre e fecha. Vamos tratar com muito equilíbrio essa questão”, afirmou em entrevista coletiva após a confirmação da vitória no domingo.

A questão econômica, porém, parece pesar mais para o prefeito eleito. Em momento algum falou em ações de saúde. Por outro lado, acenou para empresas que tenham sofrido com restrições de funcionamento.

“Vou propor um Refis para aqueles que não puderam pagar os tributos municipais durante a pandemia. E se algum comerciante levou multa por trabalhar durante a pandemia, vamos isentar todas essas multas”, garantiu.

Transporte público sob pressão

Além da pandemia e seus efeitos econômicos, outra questão urgente que Sebastião Melo terá de enfrentar é a crise no transporte coletivo de Porto Alegre. O drama não é novo e só piora. Apesar de ser a capital com a tarifa mais alta para os usuários, o que eles têm encontrado é um serviço que não condiz com o preço.

O contrato com as empresas que operam o sistema foi assinado em 22 de fevereiro de 2016 e desde então o que se vê é prejuízo. Segundo as operadoras foram R$ 248 milhões do início do contrato até 30 de setembro de 2020. Com a redução de usuários, que migraram para serviços de transporte individual, e a pandemia, o sistema está à beira do colapso.

O prefeito eleito quer encaminhar uma solução antes mesmo de tomar posse. Para ele, o período de transição deve significar ação em relação ao tema. “Vou chamar as operadoras do transporte coletivo, nomear junto com o Ricardo [Gomes, vice-prefeito] uma equipe para tratar imediatamente do colapso do transporte público porque é uma das coisas mais imediatas para a nossa cidade de Porto Alegre. Esse tema não pode esperar para o início do governo, tem que ser tratado na transição”, falou.

Plano Diretor de Porto Alegre atrasa e fica para Sebastião Melo terminar

Menos urgente, porém não menos importante está a revisão do Plano Diretor de Porto Alegre. O processo que começou na atual gestão, de Nelson Marchezan (PSDB), não andou como deveria e caberá a Sebastião Melo dar um encaminhamento a essa questão.

O Plano Diretor vai apontar como e para onde a cidade pode crescer pelos próximos dez anos — o atual é de 1999 com uma revisão feita em 2010. E o prefeito eleito não esconde que quer ver a cidade crescendo. Muitas das propostas dele incentivam o setor da construção civil.

Sebastião Melo tem uma ideia clara do que pretende para o Plano Diretor: menos extensão e maior adensamento. “Se adensar cidade, melhora transporte, tratamento de esgoto. O planejamento tem que apontar os investimentos em infraestrutura que a cidade tem que ter”, afirmou durante a campanha.

Mas para fazer valer suas convicções, Melo terá de convencer a renovada Câmara Municipal, com presença maior de legendas de centro e esquerda. O Psol e o PT, por exemplo, fizeram três cadeiras. O PCdoB de Manuela D’Ávila conquistou outras duas vagas.

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