Gleisi e Lula, em evento anterior à convenção que oficializou a candidatura a presidente do petista.| Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/PT
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A presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), afirmou nesta quinta-feira (21) que espera agregar mais partidos na coligação que terá o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato a presidente. "Delegamos à executiva nacional da federação os poderes para a discussão com outros partidos que queiram integrar a nossa coligação", afirmou a parlamentar nesta quinta-feira (21), após a convenção do PT que confirmou a candidatura de Lula. A federação a que ela se refere conta com PT, PCdoB e PV – as três siglas vão funcionar, por mais quatro anos, como uma única legenda.

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Além desse três partidos, Lula já tem mais quatro legendas em sua coligação: o PSB, sigla do candidato a vice Geraldo Alckmin, o Psol, o Solidariedade e a Rede Sustentabilidade. Gleisi disse que a ampliação das alianças em torno de Lula é uma "meta" para o PT, e que isso se dá porque a eleição de 2022, segundo ela, "não é uma eleição normal".

Gleisi falou também que o PT conta com todo o período de convenções – que vai até 5 de agosto – para definir algumas negociações nos estados que ainda não estão consolidadas. Candidaturas e coligações têm de ser definidas até esse prazo.

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Um exemplo citado pela parlamentar é o do Rio de Janeiro. O diretório do partido decidiu apoiar a candidatura ao governo de Marcelo Freixo (PSB), e contava com a possibilidade de ter, como retribuição, o direito a indicar um nome para o Senado, tendo com o apoio do PSB. Mas o PSB decidiu lançar o deputado Alessandro Molon para o posto, o que abalou a aliança entre os dois partidos no estado.

A presidente do PT também chamou de "autoritária e machista" a decisão do PDT do Ceará de não apoiar a reeleição da atual governadora do estado, Izolda Cela. A governadora é filiada ao PDT, mas o partido optou por apresentar como candidato ao governo o ex-prefeito Roberto Cláudio, que administrou Fortaleza por dois mandatos e é rompido com o PT.

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Apesar das críticas de Cláudio e do presidenciável Ciro Gomes (PDT) ao PT, os partidos mantinham aliança no Ceará em torno do ex-governador Camilo Santana (PT), que se elegeu para dois mandatos e agora é pré-candidato ao Senado.

O boicote do PDT a Cela fará com que o PT tenha um nome próprio para o governo estadual, explicou Gleisi. A deputada disse que "vários partidos" já procuraram o PT para discutir uma possível aliança e que uma definição sobre o caso deve sair no início da semana que vem.

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PT planeja viagens de Lula ao Nordeste e Norte

Gleisi adiantou que o ex-presidente Lula, agora oficializado como candidato à Presidência, deve continuar sua série de viagens pelo país. Ele participará da convenção do PSB, em Brasília, no dia 29, e planeja mais um giro pelo Nordeste na primeira semana de agosto, quando deve visitar Piauí e Paraíba.

Lula não participou da convenção do PT desta quarta (21) justamente por estar cumprindo agenda em Pernambuco, onde se reuniu em Recife com lideranças locais da cultura. Na eleição de 2018, o Nordeste foi a única região em que o candidato do PT obteve mais votos do que Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Foram 69,7% dos votos válidos para Fernando Haddad e 30,3% para o atual presidente da República. Segundo Gleisi, após o Nordeste, a próxima escala de Lula deve ser a Região Norte.