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A taxa de abstenção ficou praticamente estável entre as eleições de 2022 e 2026, passando de 20,95% (32.770.982 ausentes) para 21,08% (33.469.244 ausentes). O recorte regional, porém, mostra um cenário diferente. Sul, Sudeste e Centro-Oeste somaram 870.845 ausentes a mais; Norte e Nordeste, 356.178 a menos.
Neste domingo (4), 4.678.334 eleitores da Região Sul não foram votar, o que representa 20,46% da população apta. Com isso, a variação é de 1,11 ponto percentual em relação a 2022, quando a taxa foi de 19,35%, com 4.365.312 ausências. Em números absolutos, foram 313.022 eleitores ausentes a mais.
O PL conquistou os três governos estaduais da região, com Zucco no Rio Grande do Sul, Jorginho Mello em Santa Catarina e Sergio Moro no Paraná. Na disputa pelo Senado, compartilhou a vitória com o Novo:
- Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) no Rio Grande do Sul;
- Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) em Santa Catarina;
- Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) no Paraná.
Dallagnol, no entanto, ainda enfrentará um julgamento no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que definirá se ele está ou não elegível. O ministro Floriano de Azevedo Marques chegou a indeferir a sua candidatura faltando pouco mais de 12 horas para a abertura da votação, mas o presidente da Corte, Nunes Marques, reverteu a decisão.
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Já na região Sudeste, houve abstenção de 22,70% do eleitorado, a maior do país e a segunda maior alta, de 0,74 ponto percentual. Ao todo, 15.063.212 pessoas não foram votar, enquanto em 2022 eram 14.647.196, taxa de 21,96%.
O Sudeste abriga os dois maiores colégios eleitorais do país: São Paulo e Minas Gerais. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito no primeiro turno. As duas cadeiras em disputa foram para os dois candidatos em sua chapa: Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Já Minas Gerais elegeu Cleitinho Azevedo (Republicanos) e deu as cadeiras do Senado a nomes de lados opostos do espectro: Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT).
A região Centro-Oeste aparece no centro da lista, com variação de 0,36 ponto percentual na taxa de abstenção. Mesmo assim, o percentual ultrapassa um quinto do eleitorado (21,70%), com 2.604.805 eleitores que não foram votar. Em 2022, 2.462.998 pessoas não votaram, o que representava 21,34% do eleitorado.
Do lado oposto, o Norte viu uma queda de 1,50 ponto percentual na abstenção, que passou de 20,93% (2.629.492) para 19,43% (2.546.182). O resultado foi puxado especialmente por Rondônia, estado que registrou uma queda de 2,93 ponto percentual, a maior do país.
No Nordeste, a queda foi de 1,13 ponto percentual, passando de 19,52% (8.275.234) para 18,39% (8.002.366). A região, porém, viu a maior queda em números absolutos, com 272.868 ausentes a menos, enquanto no Norte foram 83.310.




