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Eleições 2026

Alckmin ironiza críticas e diz que urna eletrônica não aceita voto de argentino e americano

Alckmin defende urnas eletrônicas durante convenção do PT.
Alckmin defende urnas eletrônicas durante convenção do PT. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou neste domingo (2), durante a Convenção Nacional do PT, em São Paulo, que as urnas eletrônicas brasileiras são seguras e ironizou as críticas feitas ao sistema de votação. No discurso que marcou a oficialização da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele declarou que “a urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino e de americano”.

Na avaliação de Alckmin, os ataques às urnas eletrônicas revelam insegurança dos adversários aos próprios resultados. “A descrença nas urnas é cheiro, é fumaça de derrota”, afirmou.

O vice-presidente também relembrou a formação da chapa presidencial em 2022 e disse que a aliança entre ele e Lula teve como objetivo “salvar a democracia”. Segundo Alckmin, candidatos que não reconhecem o resultado das eleições "sequer deveriam disputar o pleito".

Discurso de Alckmin ironiza proximidade de Flávio com Milei e Trump

A fala de Alckmin faz referência ao apoio internacional recebido por Flávio Bolsonaro. Dias antes, o presidente da Argentina, Javier Milei, participou da convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura do senador à Presidência. No evento, o argentino criticou Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em maio, Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante agenda da pré-campanha. A aproximação com os dois líderes estrangeiros gerou reações do governo federal. Em um evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Lula afirmou que o Brasil não aceitará interferência externa no processo eleitoral.

Flávio afirma cobra mais segurança e transparência com as urnas

No fim de julho, durante um encontro com diplomatas, Flávio Bolsonaro mencionou documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos sobre possíveis vulnerabilidades em sistemas eletrônicos utilizados na Venezuela. Na ocasião, o senador afirmou que urnas fabricadas pela empresa Smartmatic, citada nos relatórios, também teriam sido usadas no Brasil. Posteriormente, porém, ele corrigiu a declaração e reconheceu que o sistema eletrônico brasileiro não utiliza equipamentos da empresa.

Neste domingo, o candidato afirmou que aceitará o resultado das eleições de outubro. Em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, ele disse confiar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, conduzirá o processo de forma imparcial.

“Eu vou aceitar. Vou concorrer com essas regras e eu tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência”, afirmou Flávio.

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