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Restrições

Após pressão do TSE, X restringe recomendação automática de candidatos

A legislação eleitoral permite que partidos políticos, federações e coligações substituam um candidato em diferentes situações.
A mudança ocorreu após a empresa não cumprir integralmente uma regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a distribuição de conteúdo eleitoral nas redes sociais (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

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A plataforma X alterou o algoritmo de recomendações para impedir que o sistema sugira automaticamente perfis de candidatos às eleições de 2026 a usuários que não os seguem.

A mudança ocorreu após a empresa não cumprir integralmente uma regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a distribuição de conteúdo eleitoral nas redes sociais.

A norma eleitoral determina que plataformas que utilizam sistemas de recomendação retirem desses mecanismos os perfis oficiais de candidatos registrados na Justiça Eleitoral e as publicações dessas contas.

A exceção são os conteúdos impulsionados mediante pagamento, dentro das regras previstas pela legislação eleitoral.

X ampliou lista de contas bloqueadas

O X havia criado um filtro específico para as eleições brasileiras, mas a implementação inicial abrangia apenas 665 contas.

Esse número deixava de fora cerca de dois terços das mais de 2,1 mil candidaturas registradas na Justiça Eleitoral.

Com isso, perfis de candidatos de diferentes partidos continuavam aparecendo nas recomendações automáticas da plataforma.

Após questionamentos sobre o funcionamento do sistema, o X ampliou a lista de restrição na noite de terça-feira (25). O número passou para quase 2,4 mil perfis.

Levantamentos de "checadores independentes" e do Sleeping Giants Brasil — grupo conhecido por intimidar empresas na internet para cancelar e desmonetizar propagandas em veículos de comunicação que não comungam com os valores da esquerda — teriam identificado candidatos de diferentes correntes políticas entre as contas que apareciam indevidamente nas recomendações.

A alteração não suspende os perfis nem impede que os candidatos publiquem conteúdo.

Coligação de Lula acionou o TSE

Na quarta-feira (26), a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o TSE e pediu providências contra o X.

O grupo solicitou ao TSE que notificasse a plataforma por possível favorecimento de candidatos e defendeu a sincronização contínua do sistema de recomendações com a base de dados da Justiça Eleitoral durante o período eleitoral. A relatoria do processo ficou com a ministra Estela Aranha.

A ação também pede a preservação de registros técnicos e códigos da plataforma para eventuais auditorias, além de esclarecimentos de outras redes sociais sobre o cumprimento das regras eleitorais.

Reação externa

A mudança no algoritmo também provocou reação nos Estados Unidos.

Sarah B. Rogers, subsecretária de Estado para Diplomacia Pública do governo Donald Trump, compartilhou o comunicado do X e classificou a exigência brasileira como “censura imposta pelo Brasil”.

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