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Eleições 2026

Augusto Cury ensaia campanha presidencial com slogan “mente capitalista e coração social”

Augusto Cury
Augusto Cury é pré-candidato a presidente da República pelo Avante. (Foto: Divulgação/Avante)

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Pouco menos de três semanas após ser lançado como pré-candidato a presidente, o escritor best-seller Augusto Cury (Avante) começa a apresentar as principais propostas que ele deve trabalhar nos próximos meses para sensibilizar os eleitores. O objetivo do psiquiatra, que se tornou um dos escritores mais lidos do país, é atrair o eleitorado que não pretende votar em Flávio Bolsonaro (PL) ou em Lula (PT) nas eleições de 2026.

As ideias e teorias dele relacionadas à inteligência emocional são amplamente conhecidas, especialmente por parte dos milhões de brasileiros que consomem seus livros — a estimativa é de que já tenha vendido 30 milhões de exemplares. Não por acaso ele arrasta multidões em palestras por todo o país. Mas ao entrar na corrida presidencial, precisou adotar um discurso mais direto e prático.

Cury tem repetido à exaustão nos últimos dias que tem uma “mente capitalista, mas coração social”. Isso significa, nas palavras dele, um Estado mais enxuto com liberdade econômica e de expressão, ao mesmo tempo em que valoriza temas como direitos humanos, educação e meio ambiente.

Ele diz que tem projetos para repaginar o Brasil e um dos principais passa pelo incentivo a empreender, com a criação e 10 mil clubes de empreendedorismo que funcionariam em escolas públicas, igrejas e comunidades. A meta é formar cerca de 10 milhões de microempreendedores em até dez anos.

“Se nós não nos transformarmos em uma das nações mais empreendedoras do planeta, nós seremos pegos de surpresas e poderá haver dezenas de milhões de desempregados no Brasil”, destacou o pré-candidato a presidente em entrevista à Jovem Pan News. O aumento no desemprego, segundo ele, está ligado ao avanço da robótica e da inteligência artificial.

O empreendedorismo, aliás, é foco de Cury na área da educação. Para ele, as escolas “precisam ser mais leves e mais pró-ativas” para se tornarem um ambiente propício à formação de empreendedores. Ele também defende aulas de arte cênica como ferramenta para liberar as emoções das crianças.

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Augusto Cury propõe usar drones contra o feminicídio

O crescimento dos casos de feminicídio no Brasil não passou despercebido das propostas de Augusto Cury. Para ele, a violência contra as mulheres é a “principal chaga” do país e precisa ser combatida, inclusive com resposta rápida das autoridades policiais.

A principal proposta dele nessa área é a criação de um aplicativo nos telefones celulares para que as mulheres possam acionar um botão de pânico. O alerta é gerado na delegacia mais próxima, que aciona um drone que vai até o local com uma sirene de alerta, enquanto o efetivo policial se desloca.

“Isso é para mostrar ao agressor que a sociedade está de olho”, explicou. “Eu tenho convicção que um projeto como esse pode impactar as mulheres no Brasil e pode impactar no mundo porque esse problema é gravíssimo. As mulheres estão desprotegidas por uma sociedade que ainda é machista”, acrescentou na entrevista à Jovem Pan News.

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Cury quer reformar o STF e adotar semipresidencialismo

Augusto Cury também lançou algumas ideias de mudanças de estrutura dos Poderes para melhorar as relações institucionais. Na esfera do Judiciário, ele propõe acabar com o mandato vitalício dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa reforma daria aos novos ministros de oito a dez anos, no máximo, no cargo. A escolha também não seria mais feita a partir da indicação do presidente da República. “Dois terços dos ministros seriam da magistratura, escolhidos pela AMB [Associação dos Magistrados Brasileiros] ou Ajufe [Associação dos Juízes Federais do Brasil], dois ou três do Ministério Público, escolhidos pela classe e não mais pelo presidente, e um advogado escolhido pela OAB [Ordem dos Advogados do Brasil”, explicou em entrevista ao Metrópoles.

Além disso, se eleito, Cury afirmou que deve trabalhar para mudar o sistema de governo do Brasil, do presidencialismo para o semipresidencialismo. “Nós temos que ter um primeiro-ministro como gestor do dia a dia e um presidente que cuida de assuntos estratégicos, da política externa, das forças armadas”, sugeriu.

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