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Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, chamou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “governo de ladrões”, durante um evento em Brasília.
O candidato deu a declaração, na terça-feira (18), após responder a uma pergunta sobre a decisão do governo de zerar, em ano eleitoral, o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.
Caiado acusou a gestão petista de agir de “má-fé” e de tentar “comprar a boa-fé das pessoas” ao retirar a cobrança às vésperas das eleições. Ele classificou a medida como uma “prática criminosa” e “desrespeitosa com a população brasileira”.
“É um governo que é uma cleptocracia, é um governo de ladrões”, afirmou.
Taxa das blusinhas
A declaração ocorreu depois que Caiado respondeu a uma pergunta sobre o que faria, caso eleito presidente, em relação à chamada “taxa das blusinhas”.
O imposto federal de 20% incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por plataformas inscritas no programa Remessa Conforme, como Shein, Shopee e AliExpress.
O governo Lula zerou a alíquota em maio, por meio de uma portaria do Ministério da Fazenda editada após uma medida provisória autorizar a alteração das alíquotas.
O próprio governo Lula articulou a criação da cobrança de 20% em 2024.
Questionado se manteria a alíquota zero ou retomaria os 20% em um eventual governo, Caiado não apresentou uma decisão. Disse que pretende ouvir diferentes setores antes de definir a política.
“As decisões serão tomadas com muito equilíbrio. Eu saberei discuti-las e aplicá-las no momento certo, jamais na tese do oportunismo da prévia de uma campanha eleitoral”, afirmou.
O candidato também afirmou que adotará regras fiscais claras e ampliará a segurança jurídica para atrair investimentos se vencer a eleição.
A medida que zerou a alíquota ainda depende da tramitação de uma medida provisória no Congresso.
A comissão mista responsável pela análise iniciou os trabalhos em 12 de agosto e marcou reunião para 1º de setembro. Caso o Congresso não aprove a MP até 8 de setembro, a cobrança de 20% voltará a valer.
Segundo dados da Receita Federal, a arrecadação com a tributação de encomendas internacionais chegou a R$ 5 bilhões em 2025, ante R$ 2,88 bilhões em 2024.







