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Eleições 2026

Candidatos ao Senado pelo Nordeste se dividem entre temas regionais e debate sobre STF

Impeachemnt de ministros do STF nas eleições 2026
Prerrogativas do Senado, a aprovação de indicados ao STF e o impeachment de ministros estão em debate neste ano eleitoral. (Foto: Wallace Martins/STF)

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A relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) estará no centro das campanhas dos candidatos identificados com a direita no Nordeste, junto com as demandas regionais. Por outro lado, a maior parte dos candidatos de outros espectros ideológicos não se manifesta sobre a prerrogativa do Senado em abrir processos de impeachment contra ministros do STF e prefere priorizar os temas regionais.  

A reportagem da Gazeta do Povo fez um levantamento para saber como o tema está sendo espontaneamente debatido neste início de campanha. Além disso, os candidatos ao Senado da Região Nordeste foram procurados pela Gazeta do Povo para se posicionarem sobre o tema.

Qual é a prioridade dos candidatos ao Senado no Nordeste

Conforme o levantamento da Gazeta do Povo, o debate sobre o Supremo não é considerado prioridade pela maioria dos candidatos ao Senado no Nordeste. O assunto também divide as siglas do Centrão, que adotaram uma posição de neutralidade na eleição presidencial deste ano.

Assim, a tendência é que o PL e o Novo sejam as únicas siglas que darão destaque ao tema na campanha nordestina. Até candidatos apoiados por Flávio Bolsonaro (PL) preferem não entrar no debate sobre a relação entre o Senado e o Supremo, priorizando as demandas da região, onde o PT venceu as eleições com Lula e Dilma Rousseff na disputa.

Além da possibilidade de abertura de impeachment, o Senado é responsável pela aprovação dos nomes indicados pelo presidente da República para o STF.

Posição dos candidatos ao Senado por Alagoas em relação à prioridade do debate sobre o STF

Arthur Lira (PP)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira é candidato ao Senado por Alagoas com apoio de Flávio Bolsonaro, mas não pretende entrar em conflito com o Supremo. Por meio da assessoria de imprensa, ele afirmou que “sempre defendeu a independência e o equilíbrio entre os Poderes, com respeito às atribuições constitucionais de cada um”, posição que será mantida durante a campanha.

“As prioridades de Arthur Lira na campanha ao Senado estarão voltadas aos problemas de Alagoas, com atenção especial ao fortalecimento dos municípios e à busca de soluções que melhorem concretamente a vida dos alagoanos”, acrescentou a assessoria da campanha do deputado federal.

Davi Filho (Republicanos)

O candidato Davi Filho cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pautar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes no ano passado, após a oposição conseguir votos suficientes para a abertura do processo. Pelas redes sociais, ele elogiou as sanções impostas pelo governo de Donald Trump nos EUA contra Moraes e cobrou um posicionamento da bancada alagoana no Congresso.

“Os senadores têm que levar muito a sério o que pode acontecer com o Brasil. É responsabilidade principalmente do Senado Federal. Espero que os senadores de Alagoas peçam para o Alcolumbre pautar essa matéria para a Casa decidir se vota a favor ou contra”, disse Filho na época. Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria do candidato não se manifestou.

Os candidatos Renan Calheiros (MDB) e Marina Candia (PSDB) foram procurados, por meio da assessoria da campanha, mas não se posicionaram. A reportagem não conseguiu contato com as campanhas dos candidatos Alexandre Fleming (UP), Dr. Wanderley (MDB) e Mariedson (Democrata). O espaço segue aberto para os candidatos.

Posição dos candidatos ao Senado na Bahia sobre a prioridade do debate sobre o STF

Angelo Coronel (Republicanos)

O senador Angelo Coronel, que busca a reeleição em outubro, afirmou que acompanha a tensão entre os poderes Legislativo e Judiciário. Em nota enviada à Gazeta do Povo, a assessoria do parlamentar declarou que ele trabalha para que “haja harmonia e entendimento entre os dois lados”.

No entanto, Angelo Coronel – que recebeu o apoio de Flávio Bolsonaro na eleição deste ano – deve priorizar demandas do eleitorado no estado. “O tema que desperta interesse e preocupação no eleitor baiano nessa campanha é a saúde financeira dos municípios, um dos pontos que enseja maiores esforços do senador como parlamentar e, nesse momento, como candidato, prometendo continuar a luta por iniciativas que mantenham saudáveis as finanças dos municípios, como, por exemplo, uma alíquota justa de pagamento à Previdência Social”, disse.

Jaques Wagner (PT)

Em abril, o ex-líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, declarou que não iria colaborar com a “sanha” de atacar o STF para se reeleger em outubro. “Eu sou um cara de jogo de cintura, mas não chego ao teatro rebolado. [...] Quando a política vira teatro rebolado, dependendo do que é o interesse do momento, se fala para cá ou para lá”, disse o petista em entrevista ao Estadão.

“Se para voltar aqui [ao Senado] eu tiver que voltar fantasiado, prefiro não voltar”, acrescentou Wagner, que foi alvo da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes do Banco Master. 

Rui Costa (PT) e João Roma (PL) foram procurados, mas as assessorias dos candidatos não deram retorno ao pedido de posicionamento. O petista e o candidato de Flávio Bolsonaro também não se manifestaram recentemente sobre o tema. A reportagem não conseguiu contato com Carlos Sodré (Mobiliza), Gregório Gould (UP),  Marcelo Carvalho (Rede), Marcelo Millet (PCO), Marcelo Santtana (DC) e Professora Delliana (PSOL). O espaço segue aberto.

Posição dos candidatos ao Senado no Ceará em relação à prioridade do debate sobre o STF

Capitão Wagner (União)

O ex-deputado federal Capitão Wagner deve priorizar questões relacionadas ao STF e ao papel institucional do Senado durante a campanha eleitoral para senador. Segundo a assessoria dele, os temas terão espaço, especialmente quando envolverem o equilíbrio entre os Poderes, o respeito às instituições e às prerrogativas do Senado. 

“Além desses temas, focaremos no Ceará e nos problemas que afetam diretamente a vida dos cearenses, com destaque para a segurança pública e a saúde”, completou a assessoria da campanha do candidato.

Alcides Fernandes (PL)

O candidato do PL ao Senado no Ceará Alcides Fernandes afirmou que considera importante o debate sobre os limites de atuação do Judiciário e a responsabilidade institucional do STF. “O Congresso Nacional precisa exercer plenamente suas prerrogativas e, ao mesmo tempo, preservar a independência e a harmonia entre os Poderes, sempre dentro dos limites estabelecidos pela Constituição”, declarou.

No entanto, ele destacou a necessidade de discutir os problemas do estado do Ceará durante o debate eleitoral. “Por isso, nossa campanha também vai tratar de temas como desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda, infraestrutura, segurança pública, saúde, educação, fortalecimento dos municípios e a defesa de investimentos e oportunidades para o Ceará”, disse o candidato.

Guilherme Theóphilo (Novo)

Em entrevista recente ao jornal cearense O Otimista, o candidato Guilherme Theóphilo afirmou que seguirá a diretriz nacional do Novo e votará pelo impeachment de ministros do STF, caso seja eleito. Ele ainda atacou o Supremo pelas decisões sobre o 8 de janeiro de 2023. “Eu acho um absurdo o que estão fazendo com esses militares, que estão presos. Toda essa trama golpista foi uma montagem”, afirmou.    

Cid Gomes (PSB)

O senador Cid Gomes foi procurado pela Gazeta do Povo, por meio da assessoria de imprensa, mas não houve retorno do candidato à reeleição. No entanto, o aliado de Lula no Ceará apoiou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que declarou no ano passado que não iria colocar em votação os pedidos de abertura de processos de impeachment de ministros do STF.   

“O presidente disse que a questão do impeachment é uma atribuição dele. Segundo ele, não há hipótese de que ele coloque essa matéria em votação”, disse Gomes no ano passado.

A reportagem entrou em contato com a assessoria parlamentar da deputada federal Luizianne Lins (Rede), mas não houve resposta. A Gazeta do Povo não conseguiu contato com os candidatos Catarina Matos (UP), Lino Alves (PCO) e Reginaldo (PSTU). O espaço segue aberto.

Posição dos candidatos ao Senado no Maranhão em relação à prioridade do debate sobre o STF

Cidônio Gonçalves (PL)

O pecuarista Cidônio Gonçalves promete seguir o posicionamento da maioria dos candidatos ao Senado do PL e declarou que irá apoiar os processos de impeachment de ministros do STF se for eleito no Maranhão. “Eu vou ser o único senador do Maranhão que vou ter coragem de assinar o impeachment de algum membro do Supremo”, disse o candidato durante encontro com produtores rurais.

Simplício Araújo (DC)

O candidato ao Senado pelo Democracia Cristã Simplício Araújo declarou que é a favor da abertura de processos de impeachment contra os integrantes da Suprema Corte. “Também sou a favor da cadeia para quem cometer ilegalidade como ministro do STF”, acrescentou o candidato em vídeo publicado nas redes sociais.

Weverton Rocha (PDT)

O senador Weverton Rocha foi procurado pela Gazeta do Povo e a assessoria do congressista respondeu que o foco da campanha serão as “questões estaduais”.

Eliziane Gama (PT) 

A senadora petista Eliziane Gama disputará a reeleição no Maranhão. Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria da parlamentar não respondeu. No ano passado, ela criticou a bancada da direita pela obstrução da pauta no Senado e na Câmara. Os senadores e deputados de direita se manifestaram em favor da votação do PL da Anistia e da abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

“Não é uma obstrução regimental, é uma tentativa de calar o parlamento brasileiro, é parar os trabalhos do Congresso Nacional. Isso é inaceitável, é uma tentativa de golpear o processo legislativo do Congresso”, declarou em entrevista à Veja na época.

A reportagem não conseguiu contato com as campanhas dos candidatos André Fufuca (PP), Roseana Sarney (MDB), Lahesio Bonfim (Novo), Wilson Leite (PSTU), Dr. Wilton Gonçalo (Mobiliza), Enilton Rodrigues (PSOL) e Raimundo Moreira (PCB). O espaço segue aberto.

Posição dos candidatos ao Senado na Paraíba em relação à prioridade do debate sobre o STF

André Gadelha (MDB)

O candidato André Gadelha propõe mudanças na indicação de ministros do Supremo — prerrogativa exclusiva do presidente da República —, além da limitação do mandato dos magistrados do STF a até dez anos. O emedebista também declarou que é favorável à abertura de processos de impeachment pelo Senado.

“A lista tríplice vai para o Senado, que precisa ouvir e sabatinar [os candidatos]. Se houver excesso por parte de qualquer ministro do Supremo, que extrapole a nossa Constituição, o Senado também tem o dever — e eu terei essa coragem — de votar sim pelo impeachment”, disse em entrevista à CBN.

Marcelo Queiroga (PL)

O ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro Marcelo Queiroga defendeu a competência do Senado para processar e julgar pedidos de impeachment de ministros do Supremo quando houver fundamento jurídico. “Defendo o respeito à Constituição, a separação e o equilíbrio entre os Poderes. Nenhuma autoridade da República está acima da lei, e todos devem responder por seus atos com observância do devido processo legal”, disse Queiroga em entrevista à Gazeta do Povo.

Ele também afirma que, se eleito, irá trabalhar pela mudança no Regimento Interno do Senado para que a decisão sobre a admissibilidade de pedidos de impeachment de ministros do STF deixe de ser uma “atribuição exclusiva” do presidente da Casa. “Uma matéria de tamanha relevância institucional deve ser submetida ao Plenário, permitindo que os senadores deliberem, de forma transparente e democrática, sobre a instauração do processo, nos termos da Constituição e da legislação aplicável”, avaliou o candidato, que também deve priorizar a área da saúde na campanha.

Major Fábio (Novo)

O candidato Major Fábio confirmou que deve seguir a recomendação do partido Novo em votar pela abertura de processos de impeachment de ministros do STF. “Esses temas estarão presentes na campanha, mas duas agendas ocuparão o centro do nosso compromisso com a Paraíba: segurança pública e combate à corrupção”, disse em entrevista à Gazeta do Povo.

O senador Veneziano Vital (MDB) foi procurado, mas a assessoria do parlamentar não deu retorno sobre o pedido de entrevista. A reportagem não conseguiu contato com os candidatos João Azevêdo (PSB), Nabor Wanderley (Republicanos), João Batista (UP), Rosilene Santana (UP), Rinaldo Junior (DC) e Adriano Trajano (PCO). O espaço segue aberto.

Posição dos candidatos ao Senado em Pernambuco em relação à prioridade do debate sobre o STF

Marília Arraes (PDT)

A candidata Marília Arraes terá o apoio de Lula na chapa com o petista Humberto Costa. Ela já concedeu declarações públicas contra a abertura dos processos no Senado, que podem culminar na saída de magistrados do STF.

“A gente não pode defender o impeachment de um ministro da Suprema Corte simplesmente por questões políticas, porque ele está tomando posições a favor de um lado que nos desagrada”, defendeu a candidata em entrevista ao Blog do Magno.

Humberto Costa (PT)

A assessoria do senador Humberto Costa não elencou a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF entre os principais temas da campanha à reeleição do petista. “As agendas eleitorais do senador Humberto Costa estão focadas na atuação e entregas do mandato pelo estado, em áreas como saúde, educação, recursos hídricos, empreendedorismo, desenvolvimento econômico e defesa da democracia”, respondeu à Gazeta do Povo.

Carlos Sant’anna (Novo)

No lançamento da candidatura ao Senado, Carlos Sant’anna criticou o protagonismo do STF e demonstrou alinhamento ao discurso combativo do Novo contra os excessos dos ministros da Suprema Corte. “Os senadores de Pernambuco não criticam a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Isso só vai acontecer na hora que o Senado conseguir exercer o seu papel de equilíbrio dos Poderes e tocar em frente o julgamento dos processos de impeachment”, declarou.

Os candidatos Eduardo da Fonte (PP) e Mendonça Filho (PL) foram procurados, mas não se posicionaram sobre o tema. As assessorias dos candidatos Pastor Gilvan Costa (Democrata), Túlio Gadelha (PSD), Gorett Bitu (DC), Mailson da Silva Neto (PCO), Mariano Macedo (PSTU), Samuel Timóteo (UP) e Paulo Rubem Santiago (Rede) não foram localizadas pela reportagem. O espaço segue aberto.

Posição dos candidatos ao Senado no Piauí em relação à prioridade do debate sobre o STF

Antônio Barros (Novo)

Alinhado ao partido, o candidato do Novo Antônio Barros declarou que existem motivos para a abertura de processos de impeachment de ministros do STF. Em entrevista ao portal OitoMeia, ele disse que é necessário assegurar o direito de defesa aos magistrados. “Acho grave [as denúncias]. No mínimo, são infrações éticas graves que já vêm acontecendo”, opinou.

Antônio José Lira (Avante)

O candidato Antônio José Lira também já se posicionou favoravelmente ao impeachment de ministros do STF no Senado. Em entrevista ao portal GP1, ele ainda defendeu a limitação do mandato dos ministros da Suprema Corte. “Nós temos um Senado agachado, um Senado que escolhe os ministros do STF. [...] Temos que ter 11 ministros e não 11 reis e rainhas”, afirmou.

Ciro Nogueira (PP)

Investigado pela operação Compliance Zero por suspeitas de relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, Ciro Nogueira foi procurado, por meio da assessoria do parlamentar, mas não se posicionou sobre o tema. Segundo o site Consultor Jurídico, o presidente nacional do Progressistas classificou o impeachment de ministros do STF como “perda de tempo”, durante evento do grupo Esfera Brasil, no último mês de abril.

Para ele, o tema é um exagero imposto pela imprensa e por parte da classe política. “[A máquina pública] pede uma grande reforma administrativa que alcance o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, sem demagogia”, declarou Nogueira.     

A Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria de Marcelo Castro (MDB) e Tiago Junqueira (PL), mas não houve retorno até a publicação deste conteúdo. A reportagem não conseguiu contato com os candidatos Cloves José (PCO), Danniel Rocha (PSTU), Dionisio Carvalho (DC), Francinaldo Leão (PSOL), Irmão Evandro Marques (DC), Jardenya Bezerra (Democrata), Jorge Lopes (PSDB), Júlio César (PSD), Major Paulo Roberto (Mobiliza), Maria Madalena Nunes (PSOL), Missionário Evandro Craveiro (Democrata), Pastor Sena (Avante), Pedro Laurentino (UP) e Toinho Dufrango (Mobiliza). O espaço segue aberto.

Posição dos candidatos ao Senado no Rio Grande do Norte em relação à prioridade do debate sobre o STF

Coronel Hélio (PL)

O candidato do PL Coronel Hélio afirmou que vai defender o reequilíbrio entre os Poderes nas eleições deste ano. Em resposta à Gazeta do Povo, ele declarou que está “preparado para enfrentar temáticas complexas como a reforma do Judiciário e também os processos de abertura de impeachment de ministros do STF, que extrapolam suas competências".

Styvenson Valentim (Podemos) 

O senador Styvenson Valentim voltou a se posicionar sobre o impeachment de ministros no ano passado, ao resgatar um pronunciamento no Congresso Nacional em defesa da “CPI da Lava Toga” em 2019. O tema voltou a ser discutido pelos senadores em 2025, quando a Casa Alta teria a maioria dos parlamentares favoráveis ao impeachment de Alexandre de Moraes.

“Qual seria o limite então do STF se não for essa Casa [Senado Federal]? O que nós estamos esperando para colocar limites que eles [ministros] ainda não têm?”, questionou o senador à época. A assessoria de Valentim foi procurada, mas não respondeu à reportagem.

A assessoria da campanha da candidata Dra. Zenaide Maia (PSD) foi procurada e não se posicionou sobre o tema. A Gazeta do Povo não conseguiu fazer contato com os candidatos Gari Wendell Batista (Agir), Linhares Jiboia (DC), Luciana Mandu (PSTU), Professor Guilherme (UP), Rafael Motta (PDT), Rosália Fernandes (PSTU), Samanda de Lula (PT), Sandro Pimentel (PSOL), Sonia Godeiro (PSOL) e Tércio Tinôco (União). O espaço segue aberto.

Posição dos candidatos ao Senado em Sergipe em relação à prioridade do debate sobre o STF

Alessandro Vieira (MDB)

A assessoria parlamentar do candidato à reeleição Alessandro Vieira respondeu que o foco do senador na campanha serão as entregas para Sergipe. Vieira foi relator da CPI do Crime Organizado, em que pediu o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Moraes. A proposta foi rejeitada por seis votos a quatro pelos senadores da comissão. 

Rodrigo Valadares (PL)

O candidato ao Senado pelo PL em Sergipe, Rodrigo Valadares, disse que o impeachment de ministros do STF é um “tema central” da campanha. “Sou advogado e não sou contra o STF. Pelo contrário: quero que o Supremo volte a ser respeitado. Defender o STF não significa passar pano para ministro que ultrapassa os limites da Constituição”, afirmou Valadares em entrevista à Gazeta do Povo.

Coronel Rocha (PL)

O outro nome da chapa do PL ao Senado em Sergipe, Coronel Rocha, disse que dará prioridade ao debate sobre as relações com o Supremo e ainda deve defender a redução da maioridade penal nas eleições deste ano. “O impeachment de ministros, o equilíbrio entre os Poderes e os limites de atuação do Judiciário terão destaque na minha campanha ao Senado.”

Rogério Carvalho (PT)

A Gazeta do Povo não conseguiu contato com o petista Rogério Carvalho, senador candidato à reeleição por Sergipe. Ele fez parte da CPI do Crime Organizado e votou contra o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Moraes.

A reportagem também não conseguiu contato com os candidatos André Moura (União), Delegado André David (Republicanos), Iran Barbosa (PSOL), Eduardo Amorim (Republicanos), Edvaldo Nogueira (PDT), Paulinho da União Tur (DC) e Renatinha (DC). O espaço segue aberto.

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