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Ex-presidente do TSE

Cármen Lúcia reforça crítica a quem questiona infalibilidade das urnas eletrônicas

A declaração da ministra Cármen Lúcia ocorre dias depois de o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter colocado em dúvida a legitimidade da urna eletrônica do TSE
A declaração da ministra Cármen Lúcia ocorre dias depois de o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter colocado em dúvida a legitimidade da urna eletrônica do TSE (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

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Cármen Lúcia, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou as críticas, já reiteradas por outros integrantes das duas Cortes, a quem questiona publicamente a tese de infalibilidade das urnas eletrônicas.

A ministra deu a declaração durante coletiva concedida dentro da programação da 24º Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), nesta quinta-feira (23).

"Eu não acredito mais que alguém em sã consciência tenha dúvidas sobre a urna. Elas passam por um processo de auditoria que é repetido, que é reiterado. São nove provas", afirmou a ex-presidente do TSE.

A declaração ocorre dias depois de o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter colocado em dúvida a legitimidade da urna eletrônica do TSE durante evento com representantes diplomáticos de 42 países.

Em outro trecho da coletiva, Cármen Lúcia disse que a democracia do Brasil está em risco.

“Vivemos tempos muito difíceis, com muitos riscos, no mundo inteiro, e aqui não é diferente, de fragilização democrática, porque há sempre aqueles que não gostam de democracia e não gostam da liberdade dos outros", afirmou a ministra.

PT vai ao TSE contra Flávio por fala sobre urnas

Após a repercussão da fala sobre as urnas eletrônicas, a federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) protocolou uma representação no TSE contra Flávio Bolsonaro

A ação também tem como alvos o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).

A federação afirma que o grupo atuou de forma coordenada para disseminar "desinformação" e questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Segundo a representação, entre os dias 17 e 21 de julho, os quatro políticos utilizaram um relatório desclassificado da CIA sobre vulnerabilidades do sistema eleitoral venezuelano para levantar dúvidas sobre as eleições brasileiras.

A federação sustenta que o documento trata exclusivamente da Venezuela e não faz qualquer referência ao sistema eleitoral do Brasil.

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