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Família Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro apoia crítica de Allan dos Santos à candidatura de Michelle

Eduardo Bolsonaro apoia crítica de Allan dos Santos à candidatura de Michelle
Manifestação de Eduardo ocorre após reaproximação entre Michelle e Flávio, depois de meses de tensão na família Bolsonaro. (Foto: EFE/André Coelho / EFE/Juan Ignacio Roncoroni)

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) endossou, neste domingo (23), uma crítica do jornalista Allan dos Santos contra a candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) ao Senado pelo Distrito Federal. A manifestação ocorre após a recente reaproximação entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

Em um vídeo no Instagram, Santos disse preferir que as duas vagas do DF ao Senado sejam ocupadas pela deputada Bia Kicis (PL) e pelo ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo). Ele também afirmou que Michelle é uma "incógnita" para a direita.

“A gente viu o que a Michelle queria fazer sem cargo nenhum. Ela queria retirar o Flávio Bolsonaro [da disputa], gravou um vídeo para atrapalhar a campanha dele e não quis, de jeito nenhum, pensar no povo brasileiro. Vocês imaginam o que a Michelle faria no DF como senador por quase uma década”, disparou.

Eduardo comentou na publicação: “Triste, mas verdadeiro”. O ex-deputado também repostou o vídeo no Instagram. A crise entre Michelle e os enteados se tornou pública no final do ano passado em meio a articulação de alianças do PL no Ceará. 

A ex-primeira-dama criticou o apoio declarado pelo presidente do PL-CE, deputado André Fernandes (PL-CE), a Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do estado. Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defenderam Fernandes. 

O impasse culminou na divulgação de um vídeo, no qual Michelle relatou ter sido humilhada por Flávio em razão da divergência no Ceará. Sem citar nomes, Michelle também disse ser alvo de ataques de influenciadores baseados nos Estados Unidos.

Flávio disse que não a desrespeitou e buscou minimizar o racha familiar, classificando o episódio como uma diferença de estratégia, e não de princípios. Em seguida, ela recuou, negou desavenças e pediu união entre os aliados.

No mês passado, Eduardo classificou o desabafo de Michelle como "imaturidade" e disse que a madrasta “jamais poderia ter feito aquele vídeo”. No último dia 11, Michelle e Flávio se encontraram pela primeira vez após a desavença para gravar materiais de campanha. Ela ressaltou que colocou “uma pedra” na crise com o candidato à Presidência.

Questionada se a relação com Eduardo e Carlos Bolsonaro (PL-SC) também melhorou, Michelle evitou responder. "Olha só, não vou responder. Eu não vou polarizar. Um dia de cada vez. A gente está se ajustando. Mas eu não guardo mágoa de ninguém", disse.

"Allan dos demônios"

Em janeiro deste ano, ela já havia rebatido uma insinuação feita por Santos de que ela estaria apoiando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na disputa pela Presidência.

Na ocasião, ela afirmou que o jornalista é um "boneco de ventríloquo de canalhas" e o chamou de Allan “dos demônios”.

"Irmã em Cristo do psicopata"

Em outra publicação no X, Santos voltou a defender a eleição de Kicis no lugar de Michelle neste domingo (23). Ele compartilhou um comentário sobre o suposto boicote do PL à candidatura da deputada, com a legenda: "A Bia é mil vezes mais forte que a irmã em Cristo do psicopata".

Em maio, a ex-primeira-dama chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “irmão em Cristo”. O jornalista já chamou Moraes de "psicopata" em diversas ocasiões.

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