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Eleições 2026

Ex-candidata de Bolsonaro, Soraya Thronicke tenta reeleição ao Senado com apoio de Lula

Lula e Soraya Thronicke
Senadora chegou a ser vice-líder de Bolsonaro no Congresso em 2021, mas se afastou do ex-presidente durante a pandemia da Covid-19. (Foto: Ricardo Stuckert/Secom)

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A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) confirmou sua pré-candidatura à reeleição ao Senado em outubro pela aliança entre o PSB e PT, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A parlamentar sul-mato-grossense foi eleita ao cargo pela primeira vez em 2018 com o apoio do então candidato Jair Bolsonaro, na época no PSL.

“Se sou pré-candidata à reeleição? Nunca deixei de ser”, disse em uma publicação na última sexta-feira (17).

Soraya Thronicke chegou a ocupar o cargo de vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso em 2021, afirmando que apoiava a aprovação de “reformas e pautas conservadoras”, além de medidas como a flexibilização do porte e da posse de armas.

Naquele período, a parlamentar declarou que as pautas que os elegeram “são as mesmas e sempre me mantive fiel a elas, pois são demandas da população brasileira”. No entanto, o distanciamento entre os dois começou ainda em 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando Soraya passou a defender a vacinação como prioridade e criticou a condução da crise sanitária.

Em 2022, Soraya deixou o PSL, migrou para o União Brasil e disputou a presidência da República, terminando a eleição em quinto lugar. Durante a campanha, ganhou destaque em um debate televisivo ao protagonizar um embate com o então candidato Padre Kelmon, a quem chamou de “padre de festa junina”.

No ano seguinte, filiou-se ao Podemos, legenda pela qual presidiu o diretório estadual em Mato Grosso do Sul durante as eleições municipais de 2024. Na ocasião, apoiou a candidatura de Beto Pereira (PSDB-MS) à prefeitura de Campo Grande, que encerrou a disputa na terceira colocação, enquanto no Senado concentrou sua atuação em pautas ligadas ao combate à violência contra a mulher e ao enfrentamento do machismo na política.

A mudança para o PSB ocorreu em abril deste ano e consolidou sua aproximação com o grupo político do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente Lula. Ao responder às críticas pelas mudanças de partido, Soraya afirmou que “recalculou a rota”.

“Se eu mudei? Não, não mudei. Uma sigla ou uma cor diferente não mudaram meus valores e as minhas ideias”, completou.

A aproximação com o Palácio do Planalto ganhou força em junho, quando a senadora integrou a comitiva presidencial em agenda no Mato Grosso do Sul e posou para fotos ao lado de Lula.

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