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Rebaixamento diplomático

Flávio critica Lula por crise diplomática com Argentina e promete reaproximação em 2027

Flávio chama Milei de “estimado amigo” e promete reaproximação com Argentina em 2027.
Flávio chama Milei de “estimado amigo” e promete reaproximação com Argentina em 2027. (Foto: Beto Barata/PL)

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão do governo Lula de reduzir o nível das relações diplomáticas com a Argentina e afirmou que o episódio representa um isolamento internacional do Brasil. O pré-candidato à Presidência disse que o Planalto transformou divergências políticas em conflitos com países considerados parceiros históricos.

A manifestação ocorreu após o Brasil comunicar oficialmente à Argentina a mudança no nível da representação diplomática. O governo brasileiro solicitou a retirada do embaixador argentino Daniel Raimondi de Brasília e informou que o embaixador brasileiro Julio Bitelli não retornaria a Buenos Aires.

Com a decisão, os dois países passaram a manter o contato diplomático por meio de encarregados de negócios. Segundo o Itamaraty, a medida ocorreu após declarações do presidente argentino Javier Milei consideradas ofensivas contra Lula.

Flávio cita prejuízos para setores da economia brasileira

Na nota divulgada nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que o desgaste diplomático pode atingir setores que dependem das relações comerciais entre Brasil e Argentina. O senador citou produtores rurais, industriais, exportadores e trabalhadores como possíveis afetados pela crise.

“O preço dessa irresponsabilidade não será pago por quem a cometeu. Serão o produtor rural, o industrial, o exportador e o trabalhador brasileiro, que dependem dessas relações para produzir, vender e empregar — e que não participaram das decisões políticas que provocaram essa crise”, declarou.

O parlamentar também afirmou que a decisão brasileira não ocorreu por uma necessidade diplomática e atribuiu o movimento a uma política externa baseada em confrontos ideológicos.

“Romper com Buenos Aires não é um fato inevitável: é o resultado direto de uma política externa ideologizada e confrontadora, que em poucos meses fabricou crises com três países de nossa região — Estados Unidos, nosso maior sócio no continente, Paraguai, vizinho e aliado histórico, e agora a Argentina”, escreveu.

Senador critica postura do governo brasileiro

Flávio Bolsonaro afirmou que o governo utiliza o discurso de defesa da soberania nacional como instrumento político e defendeu uma atuação externa voltada para interesses econômicos e comerciais.

“A soberania e o prestígio do Brasil não se protegem com bravatas eleitoralistas nem rupturas diplomáticas. Protegem-se com uma economia forte, capacidade de negociação e uma política externa comprometida com os interesses permanentes da Nação — não com as vaidades do governante de turno”, afirmou.

O senador também declarou que a Argentina não adotou medidas de retaliação contra o Brasil e disse que a escalada do conflito partiu do governo brasileiro. “A escalada é unilateral: o próprio governo argentino já declarou que não tomará represálias”, disse.

Flávio relaciona crise ao cenário político da América Latina

Na manifestação, o senador associou a crise entre Brasil e Argentina às mudanças políticas na América Latina. Ele afirmou que governos de esquerda perderam força na região e criticou países que, segundo ele, foram apoiados pelo chamado Foro de São Paulo.

“A verdadeira razão dessa desesperação é evidente. O projeto do Foro de São Paulo está colapsando na América Latina. Os regimes que apadrinhou — sustentados pelo narcotráfico e pela repressão — trouxeram miséria, êxodo e violência a seus povos, e agora caem um a um”, declarou.

Flávio afirmou que uma eventual mudança de governo em 2027 alteraria a política externa brasileira e defendeu uma reaproximação com países vizinhos.

“A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não como adversários ideológicos, e reconstruiremos as pontes com a Argentina, Paraguai, Estados Unidos e todas as nações livres do continente”, afirmou.

Ao final da nota, o senador enviou uma mensagem ao presidente argentino Javier Milei, a quem chamou de “estimado amigo”.

“Ao povo argentino, e em especial ao presidente Javier Milei, meu estimado amigo, deixo uma mensagem: essa crise não é entre nossas nações — é obra de um governo em sua etapa final. Haverá paz e prosperidade para nossos povos”, escreveu.

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