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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, deu uma pausa na agenda eleitoral nesta terça-feira (1º) para permanecer em Brasília. O senador acompanha as articulações no Congresso sobre o fim da escala 6×1 e busca apresentar uma alternativa à proposta defendida pelo governo Lula.
“A minha posição é a alternativa melhor que nós estamos dando, de liberdade total para o trabalhador poder fazer a sua própria escala, com todos os direitos trabalhistas garantidos na Constituição”, afirmou Flávio.
O candidato também citou situações em que uma jornada menor poderia atender às necessidades de determinados trabalhadores. "Tem muita mulher, por exemplo, que não consegue trabalhar sete ou oito horas por dia para cumprir essa escala engessada que o governo está propondo. Ela pode trabalhar, de repente, meio período só, quatro horas por dia", contextualizou.
Flávio não antecipa voto sobre escala 6×1 e defende proposta própria
Ao ser questionado se votaria contra a proposta em discussão no Congresso, Flávio evitou antecipar uma posição e reiterou que pretende defender o texto apresentado por sua campanha. “Vamos defender o nosso texto, que é a liberdade do trabalhador.”
O candidato também foi questionado sobre como agiria caso sua proposta fosse analisada primeiro e acabasse rejeitada. Flávio preferiu não antecipar qual seria sua posição diante desse cenário. “Primeiro vota a nossa proposta e depois vê o que faz.”
Flávio também explicou que terá compromissos de campanha nesta quarta-feira (2) e que deve acompanhar as votações de forma remota. “Hoje estamos aqui no esforço concentrado e amanhã vou estar no Rio Grande do Sul. Mas acho que vai poder votar remotamente, né?”, explicou.
Flávio defende uma alternativa ao fim da escala 6×1 baseada na liberdade para o trabalhador definir, em acordo com o empregador, a quantidade de horas e os horários da jornada. A proposta também permitiria que o trabalhador optasse por uma carga horária maior, com remuneração proporcional ao total de horas trabalhadas.
Oposição articula estratégia para retardar avanço do fim da escala 6×1
Enquanto Flávio acompanha as discussões em Brasília, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), articula medidas para retardar a tramitação da proposta.
A estratégia inclui pedidos de vista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), análise das emendas e resistência e ampliação do debate antes de permitir o avanço da proposta.
A mudança em discussão no Congresso pretende reduzir a jornada de trabalho e alterar o modelo que permite seis dias consecutivos de trabalho para um dia de descanso.
O governo Lula colocou o fim da escala 6×1 entre suas principais pautas trabalhistas. O Planalto também pressiona o Congresso para votar a medida antes das eleições de 2026.
No Senado, a proposta precisa primeiro passar pela CCJ. Se avançar para o plenário, terá de obter aprovação em dois turnos.




