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Financiamento do filme

Flávio nega dinheiro público em Dark Horse antes de investigação autorizada por Mendonça ser revelada

Flávio nega irregularidades antes de investigação sobre o filme vir a público.
Flávio nega irregularidades antes de investigação sobre o filme vir a público. (Foto: Vittor Sales/Campanha PL)

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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (10), durante agenda em Roraima, que não há irregularidades no filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também negou o uso de recursos públicos na produção e acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de usar uma operação da Polícia Federal para interferir nas eleições.

“Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público. Eu já cansei de falar: pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de lado para o outro, de ponta-cabeça, aqui não vai ter nada”, declarou.

Nesta sexta-feira (11), veio a público que Flávio é investigado pela Polícia Federal desde julho em uma apuração sobre o financiamento de “Dark Horse”. O procedimento foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF, após solicitação da própria corporação.

A informação surgiu depois que Mendonça levantou o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso do Banco Master que estão sob sua relatoria. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (10), após solicitação do presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Os documentos tornados públicos apontam que Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e “outros delitos correlatos”.

Flávio liga avanço sobre Lula a reação contra sua candidatura

Ainda na quinta-feira, em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio relacionou a operação da PF ao desempenho que atribui à própria candidatura nas pesquisas eleitorais. O senador afirmou que teria ultrapassado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos levantamentos e associou o cenário à reação contra sua campanha.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles. E eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, afirmou.

Ao comentar novamente a operação, Flávio direcionou as críticas a Dino e questionou os fundamentos da ação. Segundo o candidato, a medida teria motivação política e representaria uma tentativa de interferência no processo eleitoral.

“O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, mais uma vez, agora, do ministro Flávio Dino sobre as eleições. Qual o fundamento dessa operação? Política”, afirmou.

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