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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reagiu à quebra do sigilo no inquérito que apura o financiamento do filme Dark Horse, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante agenda em Manaus, o senador afirmou estar tranquilo diante da medida e disse que a divulgação das informações deve confirmar o que já declarou sobre a produção do longa.
“Estão requentando uma decisão desde julho, no momento quando ultrapassamos em todas as pesquisas o ‘império do mal’. Estamos numa eleição presidencial e não é novidade para ninguém que vão tentar fazer de tudo para desestabilizar e inventar coisas onde não tem”, afirmou.
Flávio defendeu a abertura dos dados da investigação e voltou a dizer que o filme recebeu apenas patrocínio privado. Segundo ele, a quebra do sigilo permitirá esclarecer que não houve benefício financeiro pessoal nem contrapartida relacionada à produção. “Sempre disse que a relação com o filme foi privada, um patrocínio privado em relação ao filme do presidente Bolsonaro. É muito positivo para confirmar o que sempre falei”, declarou.
Flávio diz que Mendonça age como juiz e cobra STF imparcial
O candidato também afirmou que não recebeu recursos do Banco Master e comparou o caso com relações que atribuiu a integrantes do governo Lula com o banco. “Não tem um real para Flávio Bolsonaro. Tem somente patrocínio para um filme privado, então quanto mais transparência tiver, vou achar melhor”, afirmou.
Flávio ampliou a defesa da transparência para outras investigações e citou o caso dos descontos indevidos no INSS e as relações que atribuiu a petistas baianos com Augusto Lima, banqueiro e sócio do Banco Master. “Quero transparência para tudo!”, disse.
Ao comentar a atuação de André Mendonça, Flávio afirmou que o ministro conduz o caso de forma imparcial e disse que gostaria de ver postura semelhante nos demais integrantes do STF. “O André Mendonça está certo, ele está sendo juiz. Eu queria muito que todos do Supremo fossem iguais ao Mendonça, não pesasse para lado nenhum. Investiga tudo, todo mundo, com transparência; mostra pra imprensa, mostra pro povo. Vamos ver quem é que está certo”, declarou.
Dino é acusado de interferir nas eleições e alvo de pedido de investigação
O candidato também voltou a criticar o ministro Flávio Dino e pediu que ele seja investigado formalmente. Flávio afirmou que Dino interfere nas decisões relacionadas ao processo eleitoral e associou a quebra do sigilo ao momento político da disputa presidencial. “Eu tô pedindo que o Dino seja investigado formalmente para que ele pare de tomar decisões para interferir nas eleições”, afirmou.
Segundo Flávio, a medida ocorre após pesquisas que, de acordo com ele, passaram a apontar vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Hoje eu tenho ciência que uma decisão de julho, ou seja dois meses, agora, imediatamente após a gente ultrapassar Lula nas pesquisas, eles tentam criar um fato novo pra essa cortina de fumaça”, declarou.




