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Eleições 2026

Governador de Minas diz que vitória de Lula no estado foi “erro muito grave”

Convenção estadual contou com a participação de Romeu Zema, de quem atual governador herdou o cargo.
O governador Mateus Simões afirmou que Minas Gerais contribuiu para consolidar a reeleição do petista e disse receber o resultado com preocupação. (Foto: Guilherme Bergamini/ALMG)

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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), classificou como um “erro muito grave” a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).

Em declaração nesta segunda-feira (26), Simões afirmou que Minas Gerais contribuiu para consolidar a reeleição do petista e disse receber o resultado com preocupação.

“Eu entendo que nós cometemos um erro muito grave na noite de ontem. E Minas Gerais, infelizmente, mais uma vez fez parte da consolidação desse erro”, declarou o governador a jornalistas.

Lula venceu em Minas Gerais com 50,43% dos votos válidos, contra 49,57% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo dados da apuração eleitoral.

O resultado reverteu a vantagem de Flávio no primeiro turno, quando o senador obteve 48,24% dos votos válidos no estado, ante 43,33% do petista.

Simões critica governo Lula e prevê resistência

O governador classificou a gestão petista como um “governo de retrocessos” e afirmou que as promessas feitas durante a campanha terão consequências para a população.

“Prometeu mundos e fundos e quem vai pagar por tudo isso é o povo, infelizmente. Não tem como se produzir dinheiro”, disse.

Simões também reafirmou que continuará na oposição ao presidente reeleito e defendeu a participação de Minas Gerais em uma articulação de governadores contrários ao governo federal.

“Espero que o Sul e o Sudeste possam contar com Minas Gerais na resistência que será formada contra os abusos autoritários que nós viveremos ao longo dos próximos anos”, afirmou.

Simões cobra posição de Cleitinho sobre dívida de MG e governo Lula

Segundo ele, Minas Gerais é o único estado do Sul e do Sudeste em que ainda há dúvidas sobre a postura do próximo governo estadual em relação à administração federal.

O governador defendeu que a oposição não impeça acordos administrativos entre os governos.

Como exemplo, citou o acordo firmado com o governo federal para renegociar a dívida mineira por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Simões afirmou que sua gestão pretende judicializar a demora do governo federal na definição dos bens que aceitará como parte do pagamento da dívida.

Segundo ele, o atraso gera custos de quase R$ 80 milhões mensais em encargos para Minas Gerais.

Simões também questionou a postura que Cleitinho (Republicanos) adotará diante do governo Lula. Sem citar o governador eleito pelo nome, afirmou que há dúvidas sobre a posição de Minas Gerais em relação ao governo federal.

“Minas Gerais é o único estado do Sul e do Sudeste em que há dúvida sobre qual vai ser a postura do governo daqui para a frente”, declarou.

Ao concluir a declaração, Simões voltou a criticar a reeleição de Lula.

“O presidente Lula não merecia a reeleição e o povo brasileiro não merecia ter que passar por mais quatro anos de atraso, como infelizmente nós vamos passar”, disse.

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