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A TV Record exibirá logo mais, no mesmo horário do debate presidencial da Band, entrevista exclusiva com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Gravada neste domingo (23) no Palácio da Alvorada, a conversa com a jornalista Mariana Godoy vai ao ar às 20h30, meia hora após o início do confronto inaugural de presidenciáveis na TV.
A coincidência transforma a entrevista em contraponto ao debate. Lula decidiu não ir à Band, mas estará no ar no mesmo horário, sem confronto direto com adversários Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Flávio Bolsonaro (PL) também faltará, enquanto Romeu Zema (Novo) desistiu horas antes, ampliando o esvaziamento.
Trechos antecipados mostram Lula questionado sobre as investigações envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete. O presidente disse tratar as suspeitas com “muita seriedade” e defender a apuração.
Lula afirmou que não atuará como juiz, procurador ou delegado e defendeu a autonomia da Polícia Federal (PF). Disse ainda que Lulinha terá de se defender como qualquer cidadão e que, caso tenha cometido alguma irregularidade ou provocado prejuízos aos cofres públicos, deverá responder por isso.
Lula fala de relação com Trump e dá pistas de estratégias da sua campanha
As apurações alcançam relações de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Marcola também aparece nas investigações por transferências recebidas da lobista, justificadas pelo ex-assessor presidencial como empréstimos pessoais.
Lula aproveitou o tema para marcar diferença em relação ao governo de Jair Bolsonaro (PL), afirmando que não ameaça ministros ou delegados para barrar investigações. A campanha tenta, assim, responder a um dos assuntos mais sensíveis da eleição, colocando o presidente como defensor da autonomia da PF.
Outro trecho antecipado trata da relação com Donald Trump. Lula classificou como “muito civilizado” o diálogo com o presidente americano e disse considerá-lo melhor interlocutor que integrantes de sua equipe. Segurança pública e educação também foram abordadas durante a sabatina.
A entrevista oferece a Lula exposição nacional sem os riscos do confronto direto e ainda disputa audiência com a Band. Do outro lado, o debate terá candidatos de centro-direita, no menor quórum desde 1989, preservando a tradição da emissora de abrir a temporada eleitoral na TV.





