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Na reta final da campanha, o empresário Pablo Marçal tenta trazer adversários do mesmo campo político de Flávio Bolsonaro para compor uma aliança ainda no primeiro turno. Marçal confirmou à Gazeta do Povo que sua intenção é formar uma “frente ampla” de direita para garantir a vitória na primeira etapa do pleito.
Na noite de quinta-feira (1º), Marçal participou da live em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) explicava sua desistência de comparecer ao debate da TV Globo, após decisões do Supremo interferirem no programa. O tom do encontro era busca por uma solução para evitar o segundo turno, sob o lema “não parcele seu voto”.
O elogio mais generoso foi reservado ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), apontado por Marçal como alguém que poderia ser “o melhor ministro da Justiça” do Brasil.
Marçal justificou seu apoio entusiasmado — após ter a candidatura barrada na Justiça— afirmando que teria de deixar o país caso Lula vença novamente. Flávio tem na figura de Marçal um reforço na pauta do empreendedorismo.
“Caiado, ainda dá tempo. Estou aqui ao lado do Flávio; ele gosta de você, e nós falamos bem de você. Você fez um ótimo serviço, faça o final ser melhor”, disse Marçal.
Curiosamente, o Ministério da Justiça já está "prometido" ao relator do PL Antifacção, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) em um eventual governo, segundo apurou a reportagem.
Mais adiante, o ex-coach também apelou a Romeu Zema (Novo-MG) para que desista antes do pleito de domingo. Zema disse que seguiria até o fim, mas admitiu apoio se outros candidatos de direita fizessem o mesmo.
“Zema, por favor, você já viu que não tracionou, venha caminhar com a gente”, declarou. Marçal ainda completou a fala fazendo um aceno a Augusto Cury (Avante), a quem disse “respeitar muito”.
Marçal intensificou o apoio a Flávio depois que o presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, desistiu da candidatura no final de setembro.





