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O candidato Dr. Daniel (Podemos) foi eleito governador do Pará neste domingo (4), no primeiro turno das eleições 2026.
Com 98,14% das seções eleitorais totalizadas, ele registrou 51,67% dos votos válidos (2,32 milhões devotos), superando a marca necessária de 50% mais um dos votos válidos para confirmar a reeleição logo no primeiro turno.
A atual governadora, Hana Ghassan (MDB), ficou na segunda colocação, atingindo 46,2% dos votos válidos (2,07 milhões de votos). Conforme divulgação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os demais candidatos a governador do Pará obtiveram a seguinte votação:
- Araceli (PSOL) 1,9% (85,3 mil votos);
- Gal Leite (UP) 0,12% (5,5 mil votos);
- Well Macedo (PSTU) 0,06% (2.662 votos)
- Ruth Reis (Democrata) XX% (XXX votos)
Grupo de Dr. Daniel compôs palanque para Flávio Bolsonaro
Na oposição, o principal adversário da emedebista foi Dr. Daniel (Podemos), ex-prefeito de Ananindeua, cidade da Região Metropolitana de Belém. Ele deixou o comando do município para disputar o governo estadual e, durante a preparação para a eleição, trocou o PSB pelo Podemos.
A candidatura foi formada por uma aliança que reuniu Podemos, PL, DC, Novo e a Federação Renovação Solidária. O grupo compôs o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência da República.
Mesmo com outras candidaturas, a polarização entre Hana e Dr. Daniel se consolidou ao longo da campanha. Ao todo, o estado do Pará conta com 6,2 milhões de eleitores.
Hana Ghassan tem apoio de Barbalho e Lula
A eleição para o governo do Pará foi marcada pela disputa entre a continuidade do grupo político que comandou o estado nos últimos anos e a tentativa de oposição de conquistar o Palácio dos Despachos. A governadora Hana Ghassan (MDB) chegou à campanha como candidata à reeleição depois de assumir o cargo com a saída de Helder Barbalho (MDB), que deixou o governo para concorrer ao Senado.
Hana, que era vice-governadora e havia ocupado a Secretaria de Planejamento, disputou pela primeira vez uma eleição como cabeça de chapa. A candidatura de Hana teve como apoio o grupo político liderado pela família Barbalho e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O peso de Helder Barbalho na disputa paraense
No Pará, o grupo político liderado por Helder Barbalho e o pai, Jader Barbalho, exerce forte influência na política do estado há décadas. Eleito governador em 2018 e reeleito em 2022, Helder deixou o cargo em abril deste ano para disputar uma das vagas ao Senado, abrindo caminho para que Hana assumisse o Palácio dos Despachos.
Além da candidatura própria ao Senado, a influência de Helder apareceu na formação das alianças para o palanque estadual. A candidatura de Hana reuniu uma ampla frente partidária, com MDB, Republicanos, PSB, PSD, Avante, PSDB-Cidadania, Federação Brasil da Esperança e União Progressista.
A composição colocou no mesmo palanque diferentes forças políticas e reforçou a estrutura montada pelo grupo que comandava o estado. Por outro lado, a oposição explorou justamente essa ligação como uma forma de questionar a continuidade do grupo Barbalho.
Dr. Daniel, por exemplo, adotou o discurso de mudança e passou a criticar o que classificava como uma concentração de poder político da família Barbalho no estado. Sem espaço na disputa local, as candidaturas menores concentraram seus discursos em pautas específicas e propostas de mudança na gestão estadual.






