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O candidato ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Novo), votou na manhã deste domingo (4) no colégio Professor Loureiro Fernandes, em Curitiba. Ele estava acompanhado do senador Sergio Moro (PL-PR), do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e do vereador curitibano Guilherme Kilter (Novo). À imprensa, ele destacou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que abriu espaço para que sua candidatura siga até um pronunciamento do plenário.
"Nossa candidatura está deferida, nosso nome está nas urnas e nós confiamos que a justiça vencerá a injustiça", afirmou. Questionado sobre o impacto das decisões no eleitorado, Deltan disse acreditar que a população "vai se manter resiliente mesmo diante das dificuldades".
A candidatura de Dallagnol ocorre em meio a uma disputa judicial que busca definir se ele está ou não elegível. No sábado (3), faltando pouco mais de 12 horas para o início das eleições, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu sozinho indeferir o registro da candidatura e anular todos os votos destinados ao ex-deputado federal.
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A liminar, no entanto, foi revertida faltando 15 minutos para o início das votações. Nunes Marques afirmou que Floriano colocou em risco a ordem pública eleitoral e não poderia ter decidido sozinho sobre um registro de candidatura, sobretudo na véspera do primeiro turno.
"O poder de decidir sozinho é excepcional e depende de delegação normativa expressa, em hipóteses fechadas. Fora delas, a competência é do Plenário. A colegialidade é a forma ordinária de manifestação do Tribunal e não fica à disposição de quem relata o feito", advertiu o ministro.
Agora, há nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes um recurso para anular os votos. Crítico da Lava Jato, o decano do Supremo já teceu críticas públicas ao ex-procurador. O pedido foi protocolado pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR).




