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Possível vice

Paulinho da Força sinaliza apoio a possível candidatura de Ciro Gomes à Presidência

Possibilidade de reedição da chapa com Ciro e Paulinho foi sugerida por Aécio Neves.
Possibilidade de reedição da chapa com Ciro e Paulinho foi sugerida por Aécio Neves. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

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Presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulinho da Força (SP) sinalizou que poderia apoiar, para candidatura à Presidência, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB). A possibilidade teria sido discutida com o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). A intenção seria reviver a chapa presidencial de 2002, quando Ciro disputou o Planalto com Paulinho como vice.

"Gosto muito dele. Outro dia o Aécio me ligou e perguntou se a gente não poderia repetir a chapa. [...] Eu defendo uma terceira via, mas essa terceira via ficou muito à direita", declarou Paulinho em conversa com a Folha de São Paulo divulgada nesta segunda-feira (27).

O gatilho para a manifestação foi um convite de Aécio direcionado ao próprio Ciro, para que o ex-ministro da Fazenda volte a disputar o Planalto. Ele, porém, deixou as eleições de 2022 dizendo que não iria mais buscar a Presidência. Ciro, no entanto, vinha pavimentando uma pré-candidatura ao governo do Ceará.

"Fiz um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, o caminho do centro democrático, liberal na economia, inclusivo do ponto de vista social, responsável no campo da gestão pública", revelou Aécio.

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A intenção do tucano pode mudar também os planos de Paulinho, que é pré-candidato ao Senado por São Paulo. Os nomes voltaram a surgir juntos por conta da articulação, mediada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), para que a anistia "ampla, geral e irrestrita" se transformasse em uma redução de penas por meio do projeto de lei da dosimetria. Paulinho foi o relator. Agora, o texto deve passar, no Congresso, por uma análise do veto total imposto pelo presidente Lula (PT).

O cenário mudou. Em 2002, Ciro Gomes ainda estava a duas movimentações de chegar ao partido pelo qual é frequentemente lembrado, o PDT. Já Paulinho era filiado ao PTB. Hoje, o Solidariedade tem uma federação com o PRD. Juntos, os dois acumulam dez deputados, mas nenhum senador.

O PSDB, por sua vez, aposta em Ciro Gomes para tentar conter um encolhimento histórico que teve como um dos marcos a perda do comando do estado de São Paulo, que governou por 28 anos consecutivos (de 1995 a 2022). Mesmo assim, a legenda ainda possui três senadores e 19 deputados federais.

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