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Michelle Bolsonaro (PL) é maior agora do que antes do vídeo em que expôs as desavenças com Flávio Bolsonaro (PL). E acumula capital político suficiente para levar uma eventual disputa presidencial para o segundo turno contra Lula (PT) nas eleições de 2026. É o que aponta a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8).
Em uma pergunta aberta, antes de citar o vídeo, o questionário da pesquisa quis saber dos 1,5 mil entrevistados quem eles consideram “a mulher que tem mais poder hoje no Brasil”. Dos 60 nomes que foram citados, o da ex-primeira-dama foi o com maior número de menções:
- Michelle Bolsonaro: 15,4%
- Janja: 9%
- Carmen Lúcia: 4,5%
- Dilma Rousseff: 2,5%
- Simone Tebet: 2%
- Erika Hilton: 1,7%
- Anitta: 1,5%
- Marina Silva: 1,5%
- Virginia Fonseca: 1,5%
- Tarciana Medeiros: 1,2%
Na sequência, de acordo com o levantamento, 35,5% dos entrevistados disseram saber do vídeo em que ela diz ter sido apunhalada e humilhada pelo enteado. E desses, 29% concordaram que as declarações foram “totalmente verdadeiras” e 34% falaram que as declarações foram “mais verdadeiras que falsas”.
Para 23,4% dos que souberam do vídeo, o episódio aumentou a confiança na ex-primeira-dama. Outros 44,4% falaram que não aumentou nem diminuiu a confiança nela. E para 17,3% a confiança nela diminuiu.
Desempenho de Michelle Bolsonaro contra Lula é inferior ao de Flávio
Apesar de ter conseguido aumentar capital político com o episódio, que culminou na renúncia dela à presidência do PL Mulher, Michelle Bolsonaro não consegue alcançar os mesmos números de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto para presidente.
No cenário de primeiro turno, ela vai 29,4%, enquanto Lula soma 40,4%. No cenário com Flávio Bolsonaro, este chega a 32%, sendo que o petista mantém o mesmo patamar de 40,4%.
Nas simulações de segundo turno, Michelle também tem um desempenho inferior ao do enteado. No embate direto com Lula, ela alcança 36% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Na simulação contra Flávio, o petista mantém os 45%, enquanto o senador vai a 40%, o que configura um empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
- Metodologia da pesquisa citada: 1.500 entrevistados pelo instituto Ideia entre os dias 3 e 6 de julho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A.. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-05628/2026.








