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PL recusou apoio de advogados de direita à fiscalização eleitoral

Flávio não reconheceu derrota e disse que pedirá anulação dos resultados.
Flávio não reconheceu derrota e disse que pedirá anulação dos resultados. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O PL recusou a ajuda do movimento Advogados de Direita Brasil para fiscalizar as eleições. O grupo falou do caso na manhã desta segunda-feira (26), após uma cobrança pública nas redes sociais. A declaração ocorre logo após o presidente Lula (PT) ser reeleito para seu quarto mandato enquanto o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), questiona a extensão do período de votações pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin.

"Permanecemos em silêncio até aqui, mas não podemos ignorar que oferecemos apoio jurídico, organização e fiscalização preventiva, e que essa oportunidade foi rejeitada por quem deveria ser um dos maiores interessados na transparência do processo eleitoral", diz a manifestação.

Segundo a advogada Flávia Ferronato, o projeto "Fiscais do Mito" existe desde 2018. Mesmo assim, há cerca de dez dias do segundo turno, o movimento já afirmava que não recebeu autorização do PL para atuar em seu nome na fiscalização. O próprio partido respondeu a esta postagem divulgando sua plataforma própria "Fiscais do PL", em que voluntários se cadastram individualmente para acompanhar os trabalhos.

A presidente da entidade, Géssica Araújo, afirmou à Gazeta do Povo que o PL chegou a reestruturar o site após o envio de sugestões, mas isso apenas dois ou três dias antes do segundo turno.

A proposta original, porém, seria diferente: uma área específica para o acompanhamento por advogados. A aprovação seria feita pelo movimento, que coordenaria os trabalhos de forma regionalizada. Ainda estava previsto um treinamento e a elaboração de um manual de fiscalização. Todo o desenho, de acordo com ela, já teria sido testado.

O PL, porém, teria afirmado que a ideia geraria problemas na prestação de contas. Após o redirecionamento para a solução própria, o movimento alegou que os voluntários não teriam o treinamento necessário. Queria, com isso, usar os escritórios locais do partido para realizar esses treinamentos, o que não ocorreu.

Flávio não reconhece derrota

O segundo turno terminou com questionamentos por parte da campanha de Flávio. Pesou para o não reconhecimento do resultado a decisão de Zanin de prorrogar a votação das 17h para as 19h. A decisão ocorreu minutos após o horário oficial de encerramento das seções. Com isso, o ministro determinou que as urnas já fechadas permanecessem desta forma, e que apenas as ainda abertas prosseguissem com a votação por mais duas horas.

Tanto o PT quanto o PL pediram a prorrogação em algumas cidades no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apenas o partido de Lula, porém, foi ao Supremo. O caso foi sorteado ao ministro que, antes de ser nomeado, era advogado pessoal do presidente, atuando na anulação de suas condenações pela operação Lava Jato. Zanin decidiu atender à última versão da solicitação do PT: a prorrogação em todo o território nacional.

Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado e disse que pedirá a anulação da votação.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a campanha de Flávio Bolsonaro e com o PL. O espaço segue-aberto para manifestação.

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