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Presidenciável do Missão

Renan Santos critica Flávio e Lula, fala em despertar Brasil e matar “vagabundos”

Renan Santos Missão
"No dia 6 de janeiro, vamos devastar os primeiros inimigos, tingir o chão de vermelho com o sangue desses vagabundos", disse Renan Santos, sobre operações para combater facções criminosas (Foto: Divulgação/Renan Santos)

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No lançamento oficial de sua campanha, o candidato à Presidência do partido Missão, Renan Santos, criticou duramente os rivais Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), projetou um país próspero e seguro e pediu à militância jovem para convencer pais e avós “desiludidos” que é possível tornar o Brasil “um país que desperta”. “Hoje somos uma nação derrotada, sem esperança e sem futuro”.

No início do discurso, no centro de São Paulo, afirmou que o público do ato de lançamento de Lula, ocorrido mais cedo na capital paulista, era formado por “zumbis”. “É o retrato do país em que vivemos: uma massa de pessoas tornada escrava, zumbi, de um governo que lhe dá migalhas para que o Lula permaneça no poder”, disse.

Depois, criticou também o comício de Flávio, no Rio, dizendo que os eleitores da família Bolsonaro tornaram-se pessoas sem esperança. “Boa parte do Brasil antipetista já acha que o Lula ganhou, porque ele próprio tem no coração dele que as escolhas que fez nos últimos anos, naquela família que nem sequer vou citar o nome agora, deu errado. Como deu errado aquele evento em Copacabana, fingido, em que aquele candidato deles, que se colocou numa foto ridícula de sunga, cantava um funk”, afirmou.

Depois, estimulou os apoiadores a trabalhar, convencendo parentes e conhecidos, para tirar Flávio do segundo turno contra Lula e “imaginar” um país que enfrente o crime organizado com a execução de bandidos que não se renderem. “Já imaginaram o medo das lideranças do PCC e do Comando Vermelho tentando fugir desesperadamente para a Bolívia ou para o Peru, sabendo que o destino deles é ser preso ou morto se ficarem no Brasil?”, afirmou, com a plateia gritando o bordão “prendeu, matou”.

Afirmou ainda que, no segundo dia de um eventual mandato, irá pessoalmente com o candidato a vice, Aroldo Medina, fazer operações em cidades dominadas pelo crime. “Com as forças policiais e nacionais de segurança, já no dia 6 de janeiro, vamos devastar os primeiros inimigos, tingir o chão de vermelho com o sangue desses vagabundos”.

Renan Santos também disse que, em caso de vitória, anunciará reformas a serem realizadas ainda durante a transição, com objetivo de baixar os juros e atrair investimentos estrangeiros. “Já imaginaram um Natal diferentes que vocês terão ao final do ano, quando as pessoas vão conseguir comprar melhor, se encher de esperança e planejar um ano diferente. Um Réveillon em que as pessoas vão gastar um pouquinho mais na viagem sabendo que haverá emprego a partir de 2027?”

Falou ainda em tornar o Brasil respeitável entre as grandes potências, com fortalecimento militar, inovação tecnológica, investimento em infraestrutura, projeção da agricultura. Por fim, prometeu melhorar a vida das gerações mais jovens, para que possam comprar o próprio imóvel e poder cursar uma “faculdade decente”.

Depois, pediu esforço aos apoiadores jovens para convencer, “a massa de brasileiros desiludidos”, em referência às gerações mais velhas. “Boa parte de seus pais e avós consideram isso impossível, porque foi ensinado para eles ao longo dos últimos anos que imaginar que seu país pode ser diferente é impossível! O que eles fizeram? As gerações mais velhas desistiram e capitularam. E foram empurrados a isso, porque a dificuldade de viver, tomado pelo que há de pior na liderança os fez parar de acreditar.”

Referiu-se, neste momento, a políticos do Centrão, “gente suja, baixa, que participa de todos os escândalos possíveis, que gosta de se abraçar com todas as prostitutas e todos os bandidos, em festas amaldiçoadas usando nosso dinheiro suado”.

Renan Santos ainda disse que terá um governo de “gente séria e ambiciosa”, que promova uma sociedade que recompense o mérito e a disciplina. “O mérito tem que ser buscado da criança mais pobre à mais rica, quero a criança mais pobre e mais rica estudando juntos, abrindo juntas uma startup e dinheiro fluindo para a empresa dela. Eu não quero eles guerreando entre si, briga por cor de pele, por sexo, discussões sobre banheiro num país que não tem saneamento básico”, afirmou.

Em entrevista à imprensa após o comício, Renan Santos afirmou que rodar o país com o mesmo discurso – nesta semana, ele terá agendas no Rio de Janeiro e Brasília e, no próximo domingo (23), participa do primeiro debate presidencial, na Band.

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