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Os candidatos Allyson (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) vão disputar o segundo turno pelo governo do Rio Grande do Norte nas eleições 2026. A segunda rodada do pleito está marcada para 25 de outubro e colocará frente a frente o ex-prefeito de Mossoró e o candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na votação deste domingo (4), com 93,74% das seções eleitorais totalizadas, Allyson teve 36,69% dos votos válidos (680,7 mil votos) enquanto Cadu de Lula registrou 36,31% (673,7 mil votos).
Em seguida, veio Álvaro Dias (PL), com 26,79% (497 mil votos). Mais atrás, ficaram Arinalda do MLB (UP), com 0,07%; Dário Barbosa (PSTU), com 0,07%; Godeiro Linhares (DC), com 0,02%; Rodrigo de Bolsonaro, com 0,02%; e Henrique Lyra, cuja candidatura foi anulada mas está sub judice, com 0,01%.
Com o resultado das urnas, Allyson chega ao segundo turno depois de apresentar a administração de Mossoró como principal credencial para o governo estadual. Cadu de Lula, por sua vez, leva para a disputa pelo governo do estado o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da governadora Fátima Bezerra (PT).
Allyson deixou a prefeitura de Mossoró em abril para disputar o governo estadual. Antes disso, comandou a cidade desde 2021 e foi reeleito em 2024. Durante a campanha, apresentou a experiência administrativa em Mossoró como uma das principais credenciais para o governo do estado.
Álvaro Dias deixou o Republicanos e ingressou no PL em março, depois que o senador Rogério Marinho desistiu da candidatura ao governo para coordenar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O partido passou a apresentar o ex-prefeito de Natal como seu candidato ao Palácio Potengi.
Allyson liderou as pesquisas mais recentes
A disputa pelo governo do Rio Grande do Norte apresentou oscilações ao longo da campanha, principalmente na briga pela segunda vaga do segundo turno.
Em julho, pesquisa da AtlasIntel mostrou Cadu de Lula com 36,3%,Álvaro Dias com 27,7%e Allyson Bezerra com 25,1%. No mês seguinte, a Quaest mostrou uma mudança no cenário. Allyson passou à frente, com 25%, seguido por Cadu, com 21%, e Álvaro, com 19%. Os três estavam dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Na simulação de segundo turno entre Allyson e Álvaro, o ex-prefeito de Mossoró tinha 35%, contra 30% do ex-prefeito de Natal.
A pesquisa do Real Time Big Data publicada em setembro mostrou Allyson com 30%, Cadu com 25% e Álvaro com 23% no primeiro turno. Na simulação entre Allyson e Álvaro, o candidato do União Brasil apareceu com 44%, contra 33% do candidato do PL.
Allyson apostou na experiência em Mossoró
A campanha de Allyson apresentou a gestão de Mossoró como principal cartão de visita. O candidato procurou associar sua imagem à administração municipal e manteve uma posição independente na disputa presidencial.
Em agosto, afirmou que não pretendia apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência e disse que os resultados obtidos em Mossoró deveriam pesar mais para o eleitor.
A campanha também explorou temas econômicos e fiscais. No debate realizado pelo Sistema Tribuna em setembro, Allyson prometeu não aumentar impostos e afirmou que pretendia elevar a arrecadação por meio da atração de investimentos.
Ele também apresentou a criação de uma secretaria de projetos e de um banco de projetos como propostas para ampliar os investimentos estaduais.
Na reta final, Allyson passou a atacar adversários em peças de propaganda. Uma das inserções recuperou declarações antigas de Álvaro Dias sobre sua relação com Lula e seu posicionamento político. A peça foi veiculada no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro esteve em Natal ao lado do candidato do PL.
Cadu Xavier, conhecido eleitoralmente como Cadu de Lula, foi secretário de Fazenda de Fátima Bezerra e disputa sua primeira eleição majoritária. O nome de urna também esteve no centro de uma discussão na Justiça Eleitoral. Em agosto, o TRE-RN autorizou Cadu e a candidata ao Senado Samanda de Lula a utilizar a expressão “de Lula” nas urnas. O tribunal entendeu que o termo indicava uma vinculação política, e não uma relação familiar com o presidente.
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Álvaro Dias buscou consolidar apoio do campo bolsonarista
Álvaro Dias entrou na disputa depois da mudança de estratégia do PL, que inicialmente tinha Rogério Marinho como pré-candidato. A troca colocou o ex-prefeito de Natal como representante do partido na eleição estadual e aproximou a campanha da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Em setembro, Flávio Bolsonaro esteve em Natal ao lado de Álvaro e pediu votos para o candidato do PL. A agenda serviu para reforçar a associação entre as duas candidaturas na reta final da campanha.
Álvaro também procurou apresentar a experiência administrativa em Natal como referência para o governo estadual. No debate do Sistema Tribuna, defendeu investimentos em energia eólica e solar, a instalação de um polo industrial no litoral e medidas para ampliar a industrialização, além de propostas para educação em tempo integral.
Cadu de Lula reforçou vínculo com Lula
Cadu construiu a candidatura a partir do apoio de Lula e da governadora Fátima Bezerra. O presidente iniciou sua campanha no Nordeste por Natal em agosto, em uma agenda que teve como um dos objetivos reforçar a candidatura petista no Rio Grande do Norte.
A campanha também apresentou Cadu como continuidade da administração estadual. Antes da candidatura, ele ocupou a Secretaria de Estado da Fazenda durante o governo de Fátima Bezerra e passou a responder eleitoralmente por parte da gestão petista.
A situação fiscal do estado tornou-se um dos principais pontos de confronto durante a campanha. Allyson passou a responsabilizar Cadu pela situação financeira do governo, enquanto aliados da governadora mantiveram a defesa da candidatura petista.
No debate de setembro, Cadu apresentou propostas para educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Entre elas, estavam a ampliação do ensino em tempo integral, a complementação do Pé-de-Meia e a criação de condições para instalação de data centers e desenvolvimento do projeto do Porto-Indústria Verde.






