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Pré-candidato à Presidência

Zema pede prisão de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli: “não merecem só impeachment”

Romeu Zema pede prisão dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em evento em SP.
Pré-candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, em coletiva de imprensa ao lado do presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait. (Foto: Luisa Purchio/Gazeta do Povo)

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O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo-MG) criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a anistia aos condenados pelo ato de 8 de janeiro de 2023, nesta segunda-feira (13), durante encontro com lideranças empresariais e institucionais na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O ex-governador mineiro não poupou o STF e afirmou acreditar no impeachment de pelo menos dois ministros, além de defender mudanças no processo de indicação para a Suprema Corte. "Temos de ter nomes sugeridos pelo Senado, pela Câmara, e que chegue uma lista já filtrada para o presidente, para ele não nomear o advogado dele, o advogado do PT, pessoas que estão longe de ter as qualificações necessárias para ocupar essa cadeira", disse.

Zema criticou a postura de ministros do STF pelas suspeitas de ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do escândalo do Banco Master, que intensificou a crise de credibilidade no Supremo. "Está ficando muito claro agora quais eram os interesses desses ministros do Supremo: se era defender a democracia ou o próprio bolso, como nós estamos assistindo", afirmou.

O escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco, conforme as investigações da Polícia Federal. Já o ministro Dias Toffoli, relator do caso, viajou em jatinho particular com um advogado da defesa do dono do banco, um dia após assumir a relatoria.

"O criminoso, além de não ser punido, está se espelhando nos intocáveis da nossa República. Incluo, principalmente, dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois, para mim, não merecem só processo de impeachment, merecem ser presos", declarou o pré-candidato ao Palácio do Planalto.

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Zema defende anistia e afirma que condenações do 8 de janeiro são "uma injustiça"

O ex-governador também se posicionou com clareza a favor da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. "Enquanto nós não fizermos essa anistia, o Brasil estará carregando um peso. Além disso, a questão da injustiça, que todos nós sabemos, que ficou claríssimo", afirmou.

A declaração reforça o alinhamento de Zema com o campo da direita conservadora em um dos temas mais sensíveis da política brasileira e aponta para uma possível aproximação com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A agenda em São Paulo aconteceu dois dias depois de Zema gravar um vídeo com o senador sobre uma possível chapa presidencial de direita para 2026.

"Alguém que depredou tem que pagar pelo crime de depredação e não por uma tentativa de golpe de Estado. O Brasil inaugurou na história a primeira tentativa de golpe de Estado sem armas, sem mobilização armada. Então, isso é um absurdo", disse.

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Zema provoca esquerda e diz que Fundão eleitoral é "maior concentrador de renda"

Zema também não poupou críticas contra o fundo eleitoral e partidário. Para ele, o modelo atual beneficia justamente quem mais deveria dar o exemplo em matéria de distribuição de renda.

"O fundo eleitoral e partidário no Brasil é o maior concentrador de renda que existe em termos de proporção. Os mais ricos são os que recebem mais para poder se reeleger e continuar usufruindo das benesses", disparou. "Prega-se tanto justiça e distribuição, vamos começar a fazer os políticos darem o exemplo", completou Zema, ao provocar a narrativa da esquerda.

As declarações dialogam com o discurso liberal que Zema tem adotado como marca da pré-campanha e que deve nortear a apresentação do pré-plano de governo prevista ainda nesta semana em São Paulo.

Ele ficará na capital paulista até quinta-feira com encontros previstos com representantes do mercado financeiro e investidores do Santander, além da apresentação do pré-plano de governo ao lado de Carlos da Costa, economista e ex-secretário especial do então ministro da Fazenda Paulo Guedes na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Zema elogia aliança com PL nos estados

O ex-governador ressaltou que o Novo e o PL já caminham juntos em diversos estados para as eleições de outubro. Ele citou o apoio ao deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) no Rio Grande do Sul, a composição com o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo-SC) em Santa Catarina e o apoio a Deltan Dallagnol (Novo-PR) no Paraná. "Estamos trabalhando juntos em diversos estados do Brasil e temos essa proximidade [com Flávio Bolsonaro]", afirmou.

Por outro lado, Zema fez questão de separar sua candidatura do campo da direita tradicional. "Quem pegar as propostas do Partido Novo vai ver que talvez seja o partido mais à direita do Brasil. É um partido que respeita a lei", disse.

O mineiro ainda descartou a possibilidade de abrir mão da pré-candidatura presidencial. "Eu estarei levando a minha pré-campanha e campanha até o final. Eu tenho propostas diferentes", afirmou.

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