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O pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) acredita que o vácuo deixado pelo PSDB no estado pode levá-lo a vencer o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
"Nós saímos dos tucanos, que praticamente não existem mais em São Paulo, e fomos para uma alternativa que é pior do que nós tínhamos. E como não tem mais o PSDB aqui com chances competitivas - depois de governar o estado durante muitos mandatos - eu penso que nós temos, sim, condição de nos apresentar, dizendo o seguinte: 'olha, o estado merece mais cuidado'", avaliou o ex-ministro da Fazenda, em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (15).
Apesar de não elogiar diretamente o PSDB, Haddad disse que "não tem comparação" entre a gestão tucana e a atual gestão do Executivo paulista. O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), esteve no PSDB por 33 anos, partido pelo qual governou o estado. Agora, ele é aliado de Haddad na tentativa de buscar avanço no eleitorado do interior.
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Haddad ainda afirmou que, após estudar os dados socioeconômicos do estado durante o primeiro mês após a saída do Ministério da Fazenda, concluiu que há um "retrocesso". Ele acredita que conseguirá vencer Tarcísio demonstrando as conclusões dessa análise ao eleitorado.
"Se nós levarmos ao conhecimento do eleitor aquilo que eu tomei conhecimento neste mês, eu acredito que as nossas chances aumentam bastante. [...] Eu vou demonstrar com dados que está havendo um retrocesso no estado de São Paulo".
Uma pesquisa do instituto AtlasIntel (Registro no TSE nº SP-00899/2026) divulgada no dia 30 de março ouviu 2.200 pessoas entre os dias 24 e 29 de março. Como resultado na simulação de segundo turno, obteve 53,5% em intenções de voto para Tarcísio, 43,2% para Haddad e 3,3% em eleitores que não sabem ou têm intenção de votar branco ou nulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.








