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Em meio ao arrefecimento gradual do atrito entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Michelle Bolsonaro (PL), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que, pelo que capturou das avaliações no passado, o ideal seria que a ex-primeira-dama fosse pré-candidata a vice-presidente em uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
"De vice ela até poderia sair, na minha opinião, não sei na opinião do Bolsonaro. De vice, de vice. Se fosse o Tarcísio, seria a chapa ideal, o pessoal falava na época, o Brasil, todo o Brasil. E aí o Bolsonaro entendeu que tinha que ser o Flávio, porque ele achou que o Flávio tinha melhores condições", opinou, em entrevista concedida nesta terça-feira (14) à GloboNews.
Tarcísio chegou a ser cogitado como um possível substituto de Bolsonaro na disputa ao Planalto. O ex-presidente, porém, optou pelo seu filho, o que desagradou a nomes que viam no governador paulistano um nome mais moderado. Mesmo assim, Tarcísio firmou sua pré-candidatura à reeleição, apoiando Flávio para presidente.
O palanque no Ceará desagrada a ex-primeira-dama por conta da aliança com o ex-ministro Ciro Gomes para o govero e da escolha do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) para o senado, o que levou a deputada federal Priscila Costa (PL-CE), sua indicada, a ser preterida para a Casa Alta.
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Valdemar também revelou que Bolsonaro traçou uma estratégia para Michelle que incluiria uma passagem pelo Legislativo "para adquirir experiência" para estar a frente do Poder Executivo. A fala teria ocorrido durante a discussão da possibilidade de que Michelle concorresse a governadora do Distrito Federal. Hoje, a ex-primeira-dama apoia a atual governadora, Celina Leão (PP), e deve disputar o Senado.
Flávio e Bolsonaro ainda não escolheram um nome para a pré-candidatura à Presidência, mas a necessidade por aderência junto ao eleitorado feminino faz com que a preferência seja por uma mulher. Apesar de falas de bastidores, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) negou que tenha sido procurada e deve continuar com seu mandato, que vai até 2031, com vistas a presidir o Senado e, consequentemente, o Congresso Nacional.




