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Tereza Cristina reafirma apoio a Flávio Bolsonaro mesmo com neutralidade do PP

Senadora anunciou posição durante convenção que firmou candidatura de Riedel à reeleição.
Senadora anunciou posição durante convenção que firmou candidatura de Riedel à reeleição. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi na contramão da decisão do seu partido e decidiu não ficar neutra na disputa presidencial. Durante a convenção do PP em Mato Grosso do Sul, realizada neste sábado (1º), a parlamentar declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Vou estar na campanha do Flávio Bolsonaro, de uma maneira ou de outra, ajudando, porque acredito que esse é o campo que pode colocar o Brasil no rumo que a gente precisa", declarou Tereza.

Flávio tinha planos para colocar a senadora como sua candidata a vice-presidente e afirmou que ela já havia aceitado. Mas a decisão do PP frustrou as tratativas logo após o anúncio de que a possibilidade havia sido discutida em uma reunião entre os dois.

A senadora foi ministra da Agricultura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, tem mandato até 2030 e planos para exercer a presidência do Senado.

A convenção do PP do MS oficializou a candidatura de Eduardo Riedel à reeleição para governador, junto com o atual vice-governador, Barbosinha (Republicanos). A coligação é formada por nove partidos, incluindo o PL, que conseguiu incluir dois de seus quadros nas candidaturas ao Senado: o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar.

Logo após o anúncio da neutralidade, Flávio afirmou que respeita a decisão do PP, mas que continuará nas tratativas. O senador também agradeceu à legenda, com a qual o PL deve ter alianças em cerca de 16 estados, incluindo São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, com o palanque comum entre o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), e o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), ambos disputando o Senado.

Há, porém, exemplos em sentido oposto. Na Paraíba, o PT não terá candidatura própria e apoiará a eleição do governador Lucas Ribeiro (PP), que assumiu após a renúncia de João Azevêdo, do PSB, legenda de Geraldo Alckmin, para disputar o Senado.

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