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Portaria

TSE impõe regras a Big Techs para plano de conformidade eleitoral

Portaria assinada por Nunes Marques exige divulgação de procedimentos, mas ressalva sigilo comercial.
Portaria assinada por Nunes Marques exige divulgação de procedimentos, mas ressalva sigilo comercial. (Foto: Reila Silva/TSE)

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que as redes sociais, os aplicativos de mensagens e as plataformas de inteligência artificial generativa detalhem a forma como irão atuar para combater conteúdos irregulares durante o período eleitoral. A portaria foi publicada no Diário Oficial da Corte nesta quinta-feira (30) e as big techs têm até 16 de agosto para apresentar o chamado plano de conformidade, que deve ser atualizado em caso de "alterações substanciais", sendo a mudança comunicada em até 48 horas.

Estão sujeitas às normas as aplicações com mais de cinco milhões de usuários, mas o TSE pode determinar a apresentação de um plano simplificado por plataformas menores, caso o tribunal identifique que há "impacto significativo sobre a integridade do processo eleitoral". Ficam de fora das obrigações os serviços de e-mail, as plataformas de reuniões fechadas, como o Microsoft Teams, e as soluções educativas, como a Wikipedia e sites com controle editorial do conteúdo, como os portais de notícias.

A portaria estabelece que o plano de conformidade deve estar à altura do desafio de combater os riscos associados ao pleito, além de possuir o detalhamento necessário, a ser avaliado conforme o tamanho das redes. Apesar de prever a apresentação em "nível de detalhamento funcional suficiente", há a ressalva que protege o sigilo comercial dos algoritmos ou de outras informações estratégicas.

A obrigação não atinge apenas o envio ao TSE. De acordo com a norma, as plataformas deverão disponibilizar ao público as informações necessárias para que se compreenda como funciona a medida de conformidade, além dos resultados agregados.

O plano deve conter ainda o detalhamento de todo o sistema adotado pela empresa para receber e cumprir as determinações da Justiça Eleitoral, que podem incluir, inclusive, notificações para a fixação de esclarecimentos em postagens específicas. Mesmo sem uma determinação judicial, porém, há a obrigação de promover a remoção de conteúdos "notoriamente inverídicos ou
gravemente descontextualizados".

Especificamente sobre a inteligência artificial, as aplicações devem detalhar a forma como impedem que o chatbot opine sobre o contexto eleitoral no período do pleito ou gere propaganda às chapas. Essas travas devem ser testadas periodicamente até o encerramento do período das eleições.

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