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A assessoria de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) usou seu serviço de checagem "Fato ou Boato" para rebater a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre da Corte após às 17h, horário previsto para o encerramento do segundo turno das eleições, que acabou sendo prorrogado.
Na notícia, o órgão chamou Flávio de "candidato não eleito" e disse expressamente que "a afirmação é falsa". Detalhou que a sala-cofre não fica aberta para a visitação pública, mas todas as outras permanecem disponíveis até a divulgação dos resultados. O TSE também diz ter filmagens da sala de totalização que comprovam o acesso livre dos fiscais do partido até o final das apurações.
A notícia acrescenta que os fiscais acompanharam o teste de integridade das urnas eletrônicas e visitaram a sala dos partidos. Ao longo do texto, há a citação dos andares do prédio em que ficam esses recursos. Ao final, destaca o anúncio dos resultados pelo presidente do TSE, Nunes Marques.
Relembre a controvérsia envolvendo Zanin e o resultado das eleições

Pela legislação, as seções abrem às 8h e fecham às 17h do horário de brasília. O TSE recebeu pedidos de ambas as campanhas para prorrogar o prazo. Flávio acionou a Corte às 15h27 pedindo a extensão em 19 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando chuvas, alagamentos e falta de energia.
Antes disso, às 13h22, o PT pediu a prorrogação em Salvador, Feira de Santana (BA) e Lauro de Freitas (BA), afirmando que problemas de disponibilização das frotas de ônibus teriam prejudicado o acesso às urnas. Pouco mais de duas horas depois, ampliou o pedido para outros locais e estados.
O ponto de virada que gerou a controvérsia veio às 16h22. O partido foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando demora injustificada por parte da Corte eleitoral. Inicialmente, pediu a extensão do horário apenas nos municípios inicialmente apontados. Em seguida, incluiu São Paulo e Teresina. Depois, apresentou outra petição, para que a prorrogação fosse nacional.
O pedido foi direcionado ao presidente do Supremo, Edson Fachin, uma vez que ele era o plantonista responsável. Fachin, no entanto, mandou o caso à distribuição. O sorteio levou o caso ao ministro Cristiano Zanin, que decidiu prorrogar nacionalmente a votação pouco depois das 17h.
A decisão causou questionamentos por conta do fechamento de algumas seções. Em seguida, o ministro emitiu uma determinação complementar: as urnas já fechadas deveriam ficar como estavam, e apenas as ainda abertas continuariam a receber eleitores.
Após Lula ser matematicamente eleito, em uma virada inédita na história das eleições, Flávio veio a público anunciar que pediria a anulação da votação. Ele argumentou que a decisão de Zanin gerou insegurança nos resultados e, em meio à fala, trouxe a acusação de retirada da sala-cofre.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a campanha de Flávio Bolsonaro. O espaço segue aberto para manifestação.




