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Sem Rodeios

Zema chama PT de “praga”, compara Brasil à Venezuela e promete mudanças no STF

Zema também criticou a dependência brasileira do comércio com a China e fez críticas à política externa do governo Lula.
Zema também criticou a dependência brasileira do comércio com a China e fez críticas à política externa do governo Lula. (Foto: Reprodução/YouTube/Gazeta do Povo)

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, criticou os governos do Partido dos Trabalhadores (PT) e comparou as gestões da ex-presidente Dilma Rousseff e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao regime venezuelano.

Durante sabatina no programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, nesta sexta-feira (7), Zema afirmou que decidiu entrar na política por inconformismo com os governos de Dilma Rousseff e do então governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

"Eu fui para a política por causa do desastre do governo Dilma. Eu vi Minas Gerais e o Brasil sendo destruídos pela Dilma e pelo Pimentel. Naqueles dois anos, 2015 e 2016, o Brasil enfrentou a maior recessão da história. O Brasil encolheu 8% enquanto o mundo todo estava crescendo. E eu vi as vendas das minhas empresas caírem 40%. Ali comecei a perceber que não adianta estudar, ser um bom profissional e montar uma boa empresa se o país está afundando por causa da classe política", disse.

Na sequência, o presidenciável afirmou que o Brasil estaria seguindo a mesma direção da Venezuela.

"É o Brasil caminhando na mesma direção da Venezuela. Tem todas as semelhanças: gente que quer controlar o Estado, perseguir opositores e acha que dá para reinventar as regras da economia", declarou.

Em seguida, Zema afirmou que herdou de seu antecessor um estado "destruído" ao assumir o governo de Minas Gerais, em 2019, após vencer as eleições de 2018.

"É exatamente como se tivesse passado uma praga [...] Onde tem PT, tem coisa errada", afirmou o presidenciável.

Críticas ao STF e propostas para mudar a Corte

Zema voltou a fazer críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que, se eleito presidente, dará apoio a iniciativas do Congresso para responsabilizar ministros da Corte e defenderá mudanças no modelo de indicação dos magistrados.

"O candidato que mais critica essas aberrações que nós temos assistido de maneira indignada, principalmente no Supremo, sou eu", afirmou.

Na sequência, o ex-governador citou episódios envolvendo ministros do STF e disse que, em sua avaliação, "em qualquer país sério do mundo, isso já teria ocasionado impeachment, para não dizer a prisão desses envolvidos".

Zema também mencionou o ministro Gilmar Mendes e afirmou que continuará fazendo críticas à Corte apesar de responder a uma ação judicial por suposta calúnia em razão de vídeos satíricos publicados nas redes sociais.

"Eu continuarei criticando. Sei que a decisão do impeachment depende do Legislativo, principalmente do Senado, mas, como eu não tenho o rabo preso, levarei adiante tudo isso, apesar de estar sendo processado pelo ilustríssimo, excelentíssimo, não sei mais o quê, Gilmar Mendes", declarou.

Segundo o presidenciável, uma de suas prioridades será alterar as regras de composição do STF. Entre as propostas, ele defendeu idade mínima para os indicados, o fim das decisões monocráticas e a adoção de uma lista tríplice para limitar a escolha do presidente da República.

Na avaliação de Zema, o modelo atual permite indicações por critérios políticos. "Não que o presidente tenha liberdade de indicar seu advogado, o advogado do PT ou seu ministro, como infelizmente aconteceu", concluiu.

Zema promete anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro

Questionado sobre a possibilidade de conceder anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Zema afirmou que adotaria a medida logo no início de um eventual governo e classificou as condenações como "injustiças".

O presidenciável citou o caso de Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida por pichar com batom a estátua "A Justiça", em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), e também mencionou o caso de Clériston Pereira da Cunha, o "Clesão", que morreu após passar meses preso preventivamente por participação nos atos.

"Imediatamente nós temos de corrigir essa grande injustiça", afirmou.

Ao justificar sua posição, Zema disse considerar desproporcionais as penas impostas aos envolvidos.

"Uma moça como a Débora, que sujou um monumento, pegar 14, 17 anos de pena de reclusão... Isso é perseguição", declarou.

O ex-governador também criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que o Judiciário estaria sendo utilizado com objetivos políticos.

"Fica claríssimo como o Judiciário tem sido utilizado no Brasil para ser um tribunal político e não para aplicar a lei de maneira correta. Então, como presidente, imediatamente vamos corrigir essas injustiças", disse.

Dependência chinesa

Zema também criticou a dependência brasileira do comércio com a China e fez críticas à política externa do governo Lula.

Segundo o presidenciável, os "constantes ataques" do presidente contribuíram para o afastamento de países como os Estados Unidos e para a atual crise diplomática, que envolve o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros.

"Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil e não mereciam esses ataques gratuitos. Além disso, Lula deveria ter ido aos Estados Unidos para resolver os problemas. Para mim, as coisas funcionam dessa forma", afirmou Zema.

Revisão da reforma tributária e combate ao crime organizado

O pré-candidato também afirmou que pretende rever pontos da reforma tributária, mesmo com a implementação em andamento, com o objetivo de simplificar o sistema e reduzir a carga de impostos.

Na área da segurança pública, Zema defendeu uma atuação mais dura contra facções criminosas e afirmou que o Estado precisa retomar territórios dominados por organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

"Temos que retomar esses territórios que hoje estão nas mãos das facções. O Estado não pode abrir mão de áreas que pertencem à população", afirmou.

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