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O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) desidratou a promessa oficializada em seu plano de governo de privatizar todas as estatais federais. Durante a sabatina promovida pelos veículos O Globo, Valor Econômico e CBN nesta terça-feira (25), o ex-governador de Minas Gerais afirmou que, caso eleito, duas empresas públicas serão mantidas: a Caixa Econômica Federal e a Embrapa.
Zema se justificou dizendo que a estatal "é como se fosse um braço do Ministério da Assistência Social" e que, por isso, não seria privatizada. A Embrapa também surge em um contexto semelhante, sob a alegação de que seu intuito não seria gerar lucros, mas atender a interesses sociais.
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O posicionamento representa um recuo em relação a falas anteriores e ao próprio plano de governo registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No início do mês, o empresário afirmou que, para ele, não haveria "vaca sagrada" e que todas as empresas seriam privatizadas.
"Primeiro, privatizar tudo. Para mim, não tem vaca sagrada. [...] Tudo, tudo, não tem o que não privatizar", afirmou, em entrevista ao portal O Antagonista.
Já o plano de governo possui a seção "retirar o governo de onde ele não é essencial", com a subseção "privatizar todas as empresas estatais". De acordo com o documento, o governo precisaria "se concentrar naquilo que de fato lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira".




