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Sabatina

Zema desidrata plano de privatizações e diz que poupará Caixa e Embrapa

No início do mês, candidato afirmou que "não tem vaca sagrada". Plano de governo não abre exceções.
No início do mês, candidato afirmou que "não tem vaca sagrada". Plano de governo não abre exceções. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senad)

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O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) desidratou a promessa oficializada em seu plano de governo de privatizar todas as estatais federais. Durante a sabatina promovida pelos veículos O GloboValor Econômico e CBN nesta terça-feira (25), o ex-governador de Minas Gerais afirmou que, caso eleito, duas empresas públicas serão mantidas: a Caixa Econômica Federal e a Embrapa.

Zema se justificou dizendo que a estatal "é como se fosse um braço do Ministério da Assistência Social" e que, por isso, não seria privatizada. A Embrapa também surge em um contexto semelhante, sob a alegação de que seu intuito não seria gerar lucros, mas atender a interesses sociais.

O posicionamento representa um recuo em relação a falas anteriores e ao próprio plano de governo registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No início do mês, o empresário afirmou que, para ele, não haveria "vaca sagrada" e que todas as empresas seriam privatizadas.

"Primeiro, privatizar tudo. Para mim, não tem vaca sagrada. [...] Tudo, tudo, não tem o que não privatizar", afirmou, em entrevista ao portal O Antagonista.

Já o plano de governo possui a seção "retirar o governo de onde ele não é essencial", com a subseção "privatizar todas as empresas estatais". De acordo com o documento, o governo precisaria "se concentrar naquilo que de fato lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira".

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