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Zema diz que é preciso remover “três frutas podres” do STF

Zema diz que é preciso remover “três frutas podres” do STF
Zema defendeu a renovação do Senado para viabilizar processos de impeachment contra ministros do STF. L (Foto: EFE/ Isaac Fontana)

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O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, voltou a dizer, nesta segunda-feira (27), que “três frutas podres” precisam ser removidas do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu a renovação do Senado para viabilizar processos de impeachment contra integrantes da Corte.

Sem citar nominalmente os ministros, Zema afirmou que sua crítica tem como alvos “o ministro cuja esposa fez um contrato de R$ 129 milhões; um outro ministro que fez uma transação do Tayayá de R$ 35 milhões; e um outro ministro que recebeu apoio para seus congressos jurídicos”.

“Aí, todos andaram no jatinho do banqueiro bandido, todos enriquecendo por causa do banqueiro bandido. O brasileiro está com isso na garganta. A crise já está instalada e para resolvê-la nós precisamos, para o bem do Supremo e do Brasil, eliminar essas frutas podres”, acrescentou o candidato, em entrevista ao portal Metrópoles.

Ele se referiu aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. “Será que o Brasil vai continuar sendo essa republiqueta ou essa república de bananas, onde alguns enriquecem enquanto o brasileiro está aí, o mais endividado da história, lutando para pagar suas contas? Será que é esse o país que nós queremos”, questionou Zema.

O escritório de advocacia Viviane Barci, esposa de Moraes, fechou um contrato de R$ 129 milhões para prestar consultoria por três anos anos ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. O escritório Barci de Moraes negou qualquer irregularidade.

Toffoli chegou a relatar o caso Master no STF, mas deixou a função após a Polícia Federal encontrar menções a ele no celular do banqueiro. Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, o fundo usado por Vorcaro para comprar a parte do resort Tayayá, que pertencia à empresa do ministro, investiu R$ 35 milhões no empreendimento.

Em fevereiro, Toffoli confirmou que foi sócio dos irmãos na empresa que teve participações no resort, mas destacou que jamais teve qualquer relação financeira com o Vorcaro.

Em abril, o jornal Folha de S. Paulo revelou que o Master financiou eventos paralelos ao Fórum Jurídico de Lisboa, apelidado de “Gilmarpalooza”, organizado pelo ministro Gilmar Mendes, além de custear despesas de autoridades brasileiras em outro evento em Londres.

Gilmar apresentou uma ação contra Zema por suposta calúnia após o ex-governador divulgar vídeos em que fantoches representam o próprio ministro e Toffoli em uma conversa sobre a CPI do Crime Organizado.

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